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Like A Man

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Vintage ou tecnológico?

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Tal como todos sabemos o que é vintage é hoje mais apetecível do que era outrora. Costumo resumir este pensamento às peças de Bordallo Pinheiro, àquelas couves que víamos como auto do mau gosto nas casa das nossas avós e respetivas amigas e que hoje são um “must” em qualquer casa que tenha design como apelido. Em Portugal ou no estrangeiro.

 

Há quase uma explicação sociológica para a questão do vintage. Em tempos de crise económica e com a incerteza do que nos trará o futuro, tendemos a agarrar-nos ao passado. Que às tantas foi muito bom – mesmo quando não foi. Essa ideia conforta-nos. E termos objetos com história e que pertenceram a alguém que nos diz algo, é bom. Faz-nos sentir humanos e confortáveis. Afinal, não somos apenas um polegar de likes com um resto de pessoa agarrado.

 

Tudo isto para lançar a pergunta: e quanto aos relógios, preferem os tradicionais ou smartwatches?

 

Confesso que apesar de ter uma relação estranha com relógios – durante anos nem sequer usei. Ultimamente tenho apreciado cada vez mais. Dou por mim a “babar-me” com alguns modelos (que não têm de ser estupidamente caros). E sempre disse para mim mesmo que não ia embarcar na onda dos smartwatches. Nunca me seduziu os Apple Watches, os Samsung, etc. Mesmo com os relógios para desporto torci o nariz. Feios que até dói.

 

 

Mas eis que, como voltei a correr com mais frequência, comecei a testar os novos smartwatches de marcas como a Suunto e a Garmin. E agora estou baralhado. Gosto dos dados que aquilo me dá. Das calorias, dos passos, dos níveis de stress e até a quantidade de horas que durmo.

 

 

Ainda não decidi. Por um lado irrita-me andar sempre com o mesmo relógio. Olhar, pela manhã, para a minha mini, mini, mini coleção de relógios e escolher consoante o mood e a roupa é algo que me dá prazer.

Mas olhar para um smartwatch bonito, bem desenhado, e que ao desativar as irritantes e omnipresentes notificações me dá todos os dados que um quarentão com a mania que vai ficar fit precisa, é bom. Conforta-me.


Estou na dúvida. E por isso pergunto: e vocês. Vão no relógio clássico ou são tecnológicos e já não conseguem viver sem o vosso smartwatch?