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Like A Man

A noite dos felizes falhados

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Ninguém gosta de falhar. Ponto. Mas há quem tenha muito medo de falhar e de hipotecar o futuro, sobretudo na área profissional.

Com exceção, talvez, dos norte-americanos que têm orgulho em mostrar nos CV's que tiveram experiências falhadas, que criaram empresas que faliram, etc. Na Europa e sobretudo em Portugal falhar parece ser uma certidão de óbito imediata. Mas as coisas (ler: mentalidade) estão, finalmente, a mudar.

Isto porque alguém decidiu trazer para Portugal as “Fucked Up Nights” - um evento que mostra histórias de pessoas, empreendedores, que falharam e seguiram em frente. A segunda edição realiza-se no próximo 16 de janeiro (2020) no Unobvious Lab (nas Rua das Janelas Verdes, em Lisboa) das 19h às 22h. Segundo a organizção estão já confirmados 4 oradores (ver abaixo). Os bilhetes custam 10 euros (com bebida de oferta) – poderão ser adquiridos no local ou através da plataforma Eventbrite.

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Os oradores::

André Marquet - Apoiado no know-how que acreditava ter da sua experiência profissional em avaliação de negócios, decidiu construir o seu próprio. Quando um amigo lhe apresentou uma ideia que permitia agilizar o processo de compra de roupa, não hesitou e, de Portugal, passando também por Espanha, rumou até à América do Sul com o seu projeto. Em apenas três meses, o desbloqueador de etiquetas de segurança para roupa que havia idealizado fracassou.

Mário Mouraz - Ele não falhou uma vez, falhou duas vezes. Em 2013, criou a sua primeira empresa, uma app de guias digitais para telemóveis de cidades europeias onde já tinha vivido, que acabou por não vingar. Depois criou um software para hotéis, que entrou num programa de aceleração e até financiamento europeu recebeu.

Helena Justo - Filha de um pai empreendedor e de uma mãe doméstica, é voluntária e defensora de causas sociais. O seu maior fuckup aconteceu quando decidiu abrir uma empresa, mais propriamente, uma empadaria chamada “À Dúzia”, que acabou por ter de fechar portas. A

Manuel Valadas Preto - O atual CEO da M-Eskudo descreve-se como “uma pessoa multinacional que viveu a primeira metade de século a divertir-se, a trocar de país e de trabalho como quem troca de peúgas, que num dia comprou um luxuoso desportivo e no outro uma bicicleta ferrugenta, que num dia dormiu à beira-mar do Caribe e no outro num bairro de lata de uma cidade latino-americana, que num dia ganhou rios de dinheiro e no outro lançou a sua empresa à falência”.

A noite promete, vemo-nos por lá?