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Like A Man

A nova temporada de “You” vem ainda mais refinada

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Livros, hipsters, boa música, boa onda, miúdas giras e...sangue. Numa conversa rápida de café será assim que podemos explicar a série “You” com duas temporadas no Netflix. Mas é mais complexo que isso!

A segunda temporada estreou no dia 26 de dezembro. E nada como sair da ressaca de Natal cheia de filmes "fofos" com uma nova temporada do serial killer mais hipster do momento. 

Descansem, podem continuar a ler que este texto não tem spoilers. Até, porque quem o escreve ainda só viu quatro episódios da nova série. Mas já deu para parceber o que aí vem. 

Depois de toda uma primeira temporada passada em Nova Iorque e que nos apresentou a personagem principal da série, o obssessivo mas brilhante Joe Goldberg (interpretado por Penn Badgley), a nova temporada é passada em Los Angeles. 

E na cidade em que todos querem estar ligados à industria do cinema, Joe assume uma nova identidade e tudo parece, e reforço o parece, voltar a acontecer como aconteceu anteriormente em Nova Iorque: a miúda gira que conhece e se apaixona compulsivamente, o instinto protetor de amigos menores e um certo sentido de justiça pouco convencional.

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Tudo isto bem filmado - com o uso às vezes abussivo do foco/desfoco, como se fosse um filtro de Instagram. E com boa música. 

A série tem várias camadas de interesse: desde os livros e autores falados ao longo da história (que nos apetece ir descobrir e voltar a pegar num livro em papel), à maneira "millennial" de pensar não tão distante para os agora quarentões. 

Às miúdas padrão que Joe se apaixona, continuam. Nada de “bombas” sensuais, bem pelo contrário, aquele tipo de miúda gira, com muita pinta e com algo na cabeça (quase uma invenção idílica masculina). 

É, na minha modesta opinião, uma das melhores séries do Netflix. E que vale a pena ver, e já agora ouvir (a banda sonora é boa). Sabe bem ver uma série assim. E sabe muito bem estarmos do lado dos maus. 

 

Os preconceitos da alta fidelidade e a possibilidade de nos surpreendermos

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A minha aventura no incrível mundo da alta fidelidade começa com os transístores japoneses, um integrado e um leitor de cd Technics, comprados numa pequena loja nas Portas de Santo Antão. Um texto do LiAM's Friend, Fernando Marques. 

Assim começou a minha busca do “santo graal” do áudio, com a inevitável passagem pela experiência do “som” inglês, referência incontornável nas décadas de 1980 e 90. Influenciado pelo que ia lendo nas revistas da especialidade lá comprei um Nad 3025i e umas colunas Monitor Audio 7 na loja Farol, que ficava no Chiado, muito perto de minha casa. Na altura, era frequente visitar essas lojas para estar a par das novidades – e ouvi-las sempre que possível.

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Claro que não se pode falar de alta fidelidade em Portugal sem mencionar a Transom, onde conheci o Carlos Moreira, alguém que consegue sempre surpreender com a sua sensibilidade para escolher e “casar” componentes. Lembro-me bem de o Carlos me mostrar os pequenos amplificadores da Clones Audio, aquando da sua passagem pela Absolut Sound & Vision, entusiasmado com a descoberta do pequeno fabricante de Hong Kong. Passados alguns anos, é com o mesmo entusiasmo que volto a encontrá-lo no seu atual projeto, My HiFi House. Mais uma vez, graças à sua larga experiência na área, mas acima de tudo ao seu gosto pela música, podemos ouvir um leque de componentes fora do circuito mainstream escolhidos “a dedo”.

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Na última visita que fiz à sua loja, Carlos Moreira não me deixou sair sem ouvir um sistema que estava no novo espaço, a extensão da My Hifi House. “Tem de ir ouvir o que temos montado nas outras instalações”, dizia-me a propósito da minha recente deambulação à volta de colunas “single driver full range”. O que lá estava era um amplificador a válvulas Egg-Shell Prestige, de origem polaca, com apenas 18 watt por canal e um design tão surpreendente quanto o som que produz. Estava ligado a umas colunas Audio Epilog Prime de duas vias com uma sensibilidade de 99db/1m, que significa que podem ser amplificadas com uns meros 3 watt.

É um par de colunas imponente: são feitas à mão por Dean Ledenac, engenheiro croata que também é músico e medem 1,20m de altura por 37cm de largura e profundidade, e precisam de uma sala grande para brilharem, convenientemente afastadas da parede.

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Cumpridos estes requisitos somos recompensados com um som de uma naturalidade incrível, mas que não deverá ser confundida com “quente” ou “relaxado”, típico da amplificação a válvulas. Quem disse que amplificadores a válvulas não servem para ouvir rock? Servem, sim senhor. Desde que bem escolhidos e melhor combinados com as colunas adequadas.

 

A excecional qualidade sonora do conjunto em causa era de certo modo expectável, tendo em conta o valor dos componentes, cerca de cinco mil euros cada – ainda que o preço não seja sinónimo de qualidade. O que me leva à grande surpresa que tive em muito tempo. Um pequeno sistema completamente insuspeito, montado numa sala também ela pequena, adequada às dimensões das colunas Dali Spector 2, ligadas a um amplificador Cambridge AXA 35, que por 349 euros oferece amplificação classe A/B, comando remoto, e um andar de phono MM.

As colunas custam 259 euros e a minha pergunta, assim que as ouvi tocar, foi: “Onde está o subwoofer?”. Parece impossível o tamanho do som que sai de umas colunas tão pequenas. E a qualidade que tem, com um detalhe incrível nas gamas média e alta, e um grave controlado, mas com uma extensão muito para lá do que parece ser fisicamente possível em tão diminuto tamanho.

Se quiser juntar uma fonte, o leitor de cd Cambridge AXC custa 249 euros, e por menos de mil euros fica com um sistema que compete com muita coisa num patamar de preço bem mais elevado.

Com a deslocação da produção da maioria das marcas para solo asiático, muitos audiófilos passaram a procurar produtos cuja produção não fosse em massa. Eu incluído.

O “som” que agora muito se procura, já não é o “tipicamente inglês”, “redondo, quente, ou lá o que isso possa querer dizer”. A matriz do “som audiófilo” até pode ter sido britânica mas já há muitos anos que é global, e para isso há uma extensa oferta, para todos os gostos, vinda de países como a Polónia, Croácia, Sérvia, Dinamarca, entre muitos outros.

O conjunto do amplificador Cambridge AXA 35 e colunas Dali Spector 2 lembra-me muito o NAD 3025i e as Monitor Audio 7 que tive nos anos 90: por um preço modesto proporcionaram-me muitas horas de música com qualidade. Se, por um lado, a produção em massa pode descaracterizar o produto, e piorar a qualidade, paradoxalmente é por causa dela que podemos ter excelentes produtos, por valores muito competitivos. Se pretende montar um sistema de som, independentemente, do orçamento que dispõe, não perca mais tempo, faça uma visita à My Hifi House e deixe-se surpreender.

 

Referências que devem ter em conta: 

Afinal, as série da Apple TV valem a pena?

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Por razões que não vale a pena aqui mencionar, tenho direito a um ano gratuito de Apple TV+. O serviço, lançado no passado dia 1 de novembro oferece várias séries (ainda muito poucas) e alguns filmes e documentários. Mas, será que vale a pena pagar os 4,99 euros por mês? 

Depende. Comparando com o serviço da Netflix ou da HBO e havendo apenas possibilidade de uma escolha diria que não. Mas talvez esses 5 euros mensais possam valer muito mais do que isso se percebemos bem o que podemos por lá ver.  Já tive tempo de ver algumas séries e passar os olhos por outras. Estas são as que merecem ser vistas (no título da série está o link para o trailer):

 

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The Morning Show

É a série de bandeira do serviço de streaming da Apple. Com Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carrell foca-se nos jornalistas e produtores de um programa da manhã na TV dos EUA, o The Morning Show . Calma, não é nenhum programa ao estilo do do Goucha ou da Cristina Ferreira. Nos EUA os programas da manhã são, na maioria, noticiosos feitos por jornalistas e temas mais leves. Saudades desse tipo de programas em Portugal. Mas, o que importa na série é que a personagem interpretada por Carrell vê-se envolvida num escândalo sexual com mulheres da sua equipa. Temas como o #metoo, as questões raciais e de igualdade de direitos estão entre as várias camadas da história. Até ao momento é a melhor série do serviço. Mas vejam a série que se segue.

 

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Truth to be Told

Confesso que de inicio não deu nada pelo assunto. É a história de uma jornalista negra norte-americana que depois de uma carreira de sucesso no The New York Times, volta à costa Oeste, de onde é natural, e passa a ter grande sucesso com uma série de podcasts criados por si. Pareceu-me idílico, tanto que menosprezei a série. Só que trama vai-se desenvolvendo e a jornalista percebe que se calhar errou nas notícias que escreveu e lhe deram sucesso no NY Times e que a colocar um adolescente na prisão com sentença perpétua. Agora, a jornalista aposta em redimir o seu possível erro e ajudar o agora adulto na prisão. Só que os vários anos de cadeira tornaram-no num adepto do nazismo, e vai daí...não conto mais, se não é a melhor série da Apple TV, anda lá perto. 

 

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Servant

O realizador M. Night Shyamalan está de volta e com uma série nem ao seu estilo. Interessante, pouco reveladora, com personagens esquisitas (e de volta aos ruivos e ruivas que ele tanto gosta de usar nas histórias) mas que dá vontade de ver e continuar a ver.  Nos cinco episódios já publicados no serviço de streaming (recordo que é emitido apenas 1 episódio por semana) começa a surgir o sentimento que tem dado cabo dos últimos filmes do realizador: mas não há mais nada que isto, isto deixou de ter lógica? 
A ver vamos. O universo criado pelo realizador, é sobre uma ama muito nova que vai viver para casa de um casal que perdeu o filho de meses. Estranho certo? Sim, mas muito bem feito. O casal, ele consultor de chefs, ela uma jornalista de programas estilo CMTV, e a ama estranha…bem, terão de ver que aí é que está a piada da série até ao momento.

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Helpsters (infantil)

Têm crianças entre os 6 e os 12 em casa? Eu tenho. E é por eles vejo que gostam muito desta série que se inspira no universo da Rua Sésamo e dos saudosos Marretas. Histórias de interação entre bonecos e humanos com aquele humor parvo que faz gargalhar crianças e sorrir os adultos. É, sobretudo um entretém para eles. 

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O Escritor Fantasma (juvenil)

Episódios curtos, histórias interessantes que podem, reforço o podem, levar as crianças e pré-adolescentes a ler livros. Sim, aqueles de papel que eles não ligam nenhuma a não ser por obrigação escolar. A história anda em volta de um, ou uma (?) fantasma amistoso que ajuda o grupo de crianças a resolver questões de personagens que saem dos livros, na maioria clássicos que todos nós conhecemos. 

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A série See (com o personagem principal interpretado pelo ator Jason Momoa - na imagem) merece ainda uma referência. Pela estranheza, pela ideia mais ou menos original - faz lembrar o Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago. Mas ao mesmo tempo é entediante. Vale pelas excelentes interpretação e pelo punch que sempre tem no final e que nos faz querer ver mais, mesmo sabendo que é um pouco aborrecido. 

O meu veredicto final é que vale a pena investir os 5 euros por mês para ver estas séries. Por lá há mais. E há realizadores, como Steven Spielberg, a preparar novas séries para o serviço de streaming da marca da maçã. 

Ducati Scrambler Desert Sled: Pura diversão por maus caminhos

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Nunca as motos customizadas estiveram tanto na moda como agora. Isso percebe-se ao andar na rua, onde se veem cada vez mais motos personalizadas, tanto pelos próprios motociclistas, o que resulta muitas vezes em projetos de gosto duvidoso, como em encomendas a empresas especializadas na transformação. Já temos algumas no nosso país, cujo trabalho é tão bom, que tem sido reconhecido internacionalmente.

Texto e fotos do LiAM's Friend: Fernando Marques. 

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E claro, as marcas estão atentas às tendências e a Ducati não é exceção. Nos últimos anos tem lançado modelos que apelam, precisamente, ao desejo de uma clientela que não quer comprar apenas um meio de transporte com duas rodas. Pretendem marcar pela diferença ao escolherem uma moto da mesma forma como escolhem a roupa. Em 2015, ao lançar a Scrambler, uma moto que não parecia ter saído de uma linha de montagem, facilmente nos enganava, dando a sensação de ter sido encomendada a um especialista em transformação.

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Já este ano, decide juntar à família este modelo Desert Sled, uma moto inspirada nas café racer scrambler dos anos 60, com a pretensão de proporcionar um sorriso rasgado a quem tiver a sorte de passar horas, dias ou mais tempo com ela. Será que cumpre? Já lá iremos.

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Esta Desert Sled não é só um exercício de estilo. Vem com atributos que algumas “big adventure bikes” não têm, como as suspensões com 200mm de curso, por exemplo. No entanto, não é no terreno das grandes motos de aventura que vamos tirar partido desta scrambler. O bicilíndrico em L com 803cc pode só debitar 75cv mas são suficientes para nos levar, sem hesitações, para maus caminhos.

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É em estradões de terra batida que dá gozo “enrolar o punho”, e sentir a roda traseira entrar em slide, sem medo, pois os pneus Scorpion Rally da Pirelli, com os seus tacos generosos, estão lá para nos dar a dose de confiança extra. Podemos ainda aventurar-nos em alguns pequenos saltos que apareçam no caminho, já que as suspensões o permitem. Para não deixar o entusiasmo causar problemas, temos uns competentes travões Brembo com um disco de 330mm na frente e um de 245mm atrás, se precisarmos abrandar o ritmo, nem que seja só para recuperar o fôlego.

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De volta à folia, rapidamente percebemos que estamos sempre a tentar evitar o alcatrão, o que na cidade é um exercício complicado. Inevitavelmente a vida com a Desert Sled para a maioria dos seus donos será percorrida, sobretudo, em estradas alcatroadas. Não é uma vida má, muito pelo contrário, com todos os seus atributos para “brincar” fora de estrada, revela-se uma moto muito confortável sobretudo na cidade, com tantas ruas e estradas em mau estado. Curva bem, apesar dos pneus com tacos sobredimensionados, e é fácil de guiar por entre os carros, mas em dias quentes, no trânsito sente-se o calor do motor, que é refrigerado a ar.

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Com a Desert Sled, a Ducati parece ter acertado em cheio ao criar uma moto despretensiosa e bonita, com uma agilidade inesperada, desprovida de tecnologia supérflua, mas muito divertida, que apela aos sentidos mais básicos de quem gosta simplesmente de andar de moto sem escolher o caminho.

Gostámos: facilidade de condução, fator diversão, estética, protetor de motor de origem, linha de acessórios originais disponível.

Não gostámos: apoio do amortecedor que bate no interior da perna, calor do motor.

Ficha técnica:

Motor: Bicilíndrico desmodrónico em L com 2 válvulas por cilindro, e 803cc
Potência: 75 cv
Caixa de 6 velocidades
Rodas: frente de 19”, trás 17”
Travão frente: Brembo com disco de 330mm e pinça com quatro pistões
Travão traseiro: Brembo com disco de 245mm e pinça de um pistão
Suspensão frente: forquilha Kayaba invertida totalmente ajustável com 200mm de curso
Suspensão traseira: amortecedor Kayaba com afinação de recuperação e compressão com 200mm de curso
Peso: 191 kg
Preço: Vermelho a partir de 11.499 euros Branco a partir de 11.699 euros

Agradecimento especial ao Miguel Madeira pela disponibilidade para a sessão fotográfica.

Serão estes os sinais de que estou velho?

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Criei há poucos anos, e sem querer, uma tradição de Natal. Ofereço-me um par de sapatilhas (ou ténis, se preferirem) por esta altura. E há mais de cinco anos que o repito, todos os anos. Mas a questão deste post não são as prendas X ou Y que tenho a sorte de poder comprar no Natal. Mas sim com os hábitos que criei ou vou criando e que me fazem pensar se não são os sinais de que estou a ficar mesmo velho.


Exemplos: compro sempre um modelo de sapatilhas. Este, de que gosto especialmente e que já usava na adolescência, na altura do Liceu, são a minha prioridade neste tipo de peças de roupa. Compro outros mas volto a estes. Felizmente são uns clássicos, como tudo agora que seja relativo aos anos 1980/90. E não fica ridículo um quarentão usar aquilo.

Mas há mais. Tive que mudar de óculos. Parti os que tinha e sem possibilidade de arranjo tive que pensar numa solução. E a que encontrei foi voltar a usar a mesma armação que usava faz agora uns 12 anos. Uma armação também clássica e intemporal – apesar de ter alguma personalidade – que há mais de uma década deixei num táxi a caminho de um trabalho.

Continuando: whisky! Chego a novembro e a vontade de estar a ler um bom livro ou ver uma boa série na TV acompanhado de um whisky é diária. Em casa dos meus pais nunca vi esse hábito, mas sabia que o meu avô paterno o fazia. Será daí?

Mas há mais, coisas comezinhas: o mesmo perfume, já comprei um que usava há 20 anos; o mesmo menu no McDonald's; a mesma bomba para colocar gasolina, a mesma sala de cinema (Amoreiras, sempre!). O hábito de visitar o mesmo centro comercial na altura do Natal (novamente Amoreiras). Ou até passear por Campo de Ourique, Estrela ou Príncipe Real, o que fazia todos os dias até aos 30 anos, uma vez que vivia por ali. E a última é a enorme vontade de comprar um rádio despertador para ter ao lado da cama e deixar de acordar com o horrível despertador do telemóvel...

Tudo isto são hábitos que vou notando e anotando que parecem criar rotinas que me fazem sentir bem. Mas que, ao mesmo tempo, me fazem sentir, pela primeira vez na minha vida, um adulto. O que, se calhar, quer dizer V-E-L-H-O.

Será? Também acontece convosco, quarentões (e senhoras, também)?