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Like A Man

Kawasaki Z900 RS: a homenagem merecida

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Um regresso ao passado corre sempre o risco de poder ser um exercício desastroso. Mas, no caso da Z900 RS aconteceu precisamente o contrário. Quarenta e seis anos depois, a Kawasaki recorre ao modelo lançado em 1972 para combater o domínio da rival Honda. Na altura, chamava-se Z1, tinha quatro cilindros em linha com 903cc e viu-se consagrada como moto do ano entre 1973 e 1974. Mais tarde, a sucessora Z1000 havia de aparecer em dose dupla no filme “Mad Max” (1979). Um texto de Fernando Marques, um LiAM Friend* apaixonado por motos e carros. As fotos são de Mário Ribeiro. 

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As semelhanças entre esta moto e a da década de 1970 são evidentes. O motor continua a ser um quatro cilíndros em linha, mas agora com 948cc; o depósito apesar de sobredimensionado mantém a forma de gota; o guarda-lamas traseiro em forma de “bico de pato”; o painel de instrumentos que combina o antigo na forma dos dois mostradores circulares com o moderno mostrador LCD. Claro que os mais puristas terão pena que o para-lamas frontal não seja cromado, as jantes não sejam de raios, a suspensão traseira não tenha dois amortecedores, o escape não termine em quatro ponteiras ou, até mesmo, que o motor não seja refrigerado a ar para os belíssimos coletores de escape não serem tapados pelo radiador.

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Segundo os engenheiros da Kawasaki, muitos desses pormenores não iriam contribuir para uma condução moderna e sem compromissos. O seu aspeto é “old school” mas mal montamos nela e começamos a andar não sentimos falta de nada que esteja presente nas motos atuais. A posição de condução e o assento são muito confortáveis, o motor é uma maravilha e o som que sai do escape é uma delícia para os ouvidos. As suspensões (forquilha e amortecedor completamente ajustáveis) contribuem para uma condução extremamente refinada, que é complementada pela qualidade da travagem, sempre que temos de recorrer aos travões montados radialmente nos discos da frente. São de uma potência e resistência que não acaba por mais que lhes demos “trabalho”. A única coisa a apontar é a resposta inicial do acelerador eletrónico, um pouco brusca e nota-se sobretudo a baixa velocidade a andar na cidade.

A Z900 RS é mais do que a soma das partes. Existem aspetos na sua montagem (como é o caso da qualidade da pintura) que revelam um empenho quase obstinado, que não é muito comum em marcas com a dimensão da Kawasaki. Claro que isso tem um valor, mas para quem cresceu a ver a Z1 na década de 1970, a Z900 RS não tem preço. Para todos os outros é só uma questão de a experimentarem.

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Ficha técnica:
Preço: a partir de 9.995 euros
Motor: quatro cilíndros em linha refrigerado a líquido a quatro tempos com 948cc
Potência: 111cv
Caixa: 6 velocidades
Travões frente: duplo disco semi-flutuante de 300mm com duas pinças de 4 êmbolos
Travões traseiros: disco de 250mm com uma pinça de 1 êmbolo
Suspensão dianteira: forquilha invertida de 41 mm totalmente ajustável
Suspensão traseira: mono amortecedor, com afinação de pré-carga
Depósito de combustível: 17 litros
Peso: 215kg

*Os LiAM Friends são um conjunto de amigos que participam com os seus textos e fotografias no blogue. 

Próximo nível de forma física: uploading

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Não são poucas as vezes em que, entre amigos, acabamos a recordar os tempos de criança, recorrendo ao clássico “os putos de hoje em dia só sabem jogar computador”, justificando assim a menor actividade física destas novas gerações.


A Black Box pode estar em vias de mudar este paradigma. Fundada por dois auto-denominados “fanáticos do fitness”, a empresa norte-americana aposta num conceito que procura combinar estas duas realidades: jogos de computador e exercício físico. Utilizando tecnologia de realidade virtual (RV), controlos sem mãos RV e um sistema de resistência dinâmico - Dynamic Resistance Machine - desenvolvido pela empresa, o objectivo é claro: proporcionar um treino completo dentro dos parâmetros normais de um jogo de computador.

 

A máquina está dotada de um sistema robótico articulado que reage à biometria de cada “jogador” para garantir ângulos de tensão adequados, ao mesmo tempo que tudo é rastreado e enviado para uma IA (inteligência artificial), tendo em vista uma maior personalização e consequente maximização dos resultados. Atualmente, a Black Box tem “ginásios” em São Francisco e Boise (Idaho), prevendo-se mais aberturas para breve. E uma em Portugal, quem era menino para experimentar?

 

 

Regras para o meu filho que está para nascer

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Calma, minha gente. Não há novidades no que à paternidade diz respeito aqui pelo LiAM. Há, isso sim, um olhar divertido sobre um livro, também ele, muito espirituoso. “Rules for my unborn son” é uma colectânea de ensinamentos, alguns úteis outros apenas divertidos, sobre “isto” de sermos uns homenzinhos.

 

Aqui ficam alguns dos nossos preferidos:

 

  1. Levanta-te sempre que apertares a mão de alguém. Sobretudo se for uma senhora.
  2. Fá-lo de forma firme e sempre olhos nos olhos.
  3. Há muitas formas de entrar numa piscina. Utilizar as escadas não é uma delas.
  4. Numa negociação, nunca faças a primeira oferta.
  5. Pede sempre check-out tardio.
  6. Quando te confiarem um segredo, guarda-o para ti.
  7. Mantém sempre os teus heróis num padrão elevado.
  8. Se queres saber o que faz de ti único, senta-te em frente a um caricaturista.
  9. Quando pedires um carro emprestado, devolve-o com o depósito atestado.
  10. Participa com paixão ou não participes de todo.
  11. Traz sempre dois lenços contigo. O do bolso das calças será para ti. O do bolso do casaco é para “ela”.
  12. Se casas com a mulher, casas com a família.
  13. Sê como os patos: tranquilo à superfície e a remar que nem um louco “debaixo de água”.
  14. Experimenta a serenidade de viajar sozinho.
  15. Nunca tenhas medo de convidar a mulher mais bonita na sala para sair.
  16. Tenta escrever o teu próprio obituário. Faz revisões regulares.
  17. Nunca recuses um rebuçado para o hálito.
  18. Depois de escreveres um e-mail “de raiva” lê-o com atenção. Depois apaga-o.
  19. Os modos fazem o Homem.
  20. Dá os créditos aos outros. Assume as culpas.
  21. Em casos de bullying, enfrenta os rufias e protege as vítimas.
  22. Escreve os teus sonhos.
  23. Sempre que possas, tira um tempo para mimar os teus animais de estimação. Eles adoram-te e, acredita, nunca ninguém estará tão feliz por te ver como eles.
  24. Se tiveres dúvidas, recorda-te de onde vens e recusa-te a ser apenas vulgar.
  25. Em tudo o que faças, lidera pelo exemplo e não por explicações.
  26. A vulnerabilidade é perfeitamente aceitável e nunca será um motivo para te sentires envergonhado.
  27. Falar francamente nunca será um sinal de fraqueza.
  28. Sê confiante e humilde ao mesmo tempo. Sim, é possível.
  29. Se não acreditas que um homem pode mudar o mundo, então, meu filho, tu não és esse homem.