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Like A Man

A Mango Man deseja-lhe boas viagens. Em grande estilo!

 

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A pensar nos homens à imagem do LiAM, com uma vida ativa, entre viagens de avião, de carro ou moto até ao trabalho, a Mango Man apresentou um fato que promete ser uma revolução. Sem enrugar, com elasticidade q.b. e alguma resistência à água, o slim-fit-travel-suit é o companheiro ideal para quem quer estar sempre apresentável.

 

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É, acima de tudo, um fato para o dia-a-dia. Um quotidiano cada vez mais passado entre casa-trabalho-casa e que muitas vezes deixa mossas na roupa que usamos: o desgaste é inevitável. Com isso em mente, a marca catalã lembrou-se de um fato que pode ajudar a contrariar isso, como pudemos, de resto comprovar numa sessão fotográfica no sempre acolhedor Memmo Príncipe Real.

 

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Com a companhia da belíssima Moto Guzzi V7-III, o Travel Suit da Mango portou-se à altura da ocasião, mesmo quando submetido a situações extremas como ser amorfanhado entre a alça de uma mochila ou ser deixado mal dobrado na garupa da moto. Só não o testámos na piscina por uma questão de decoro. Sim, o Travel Suit tem muitas qualidades, mas não é à prova de vergonha alheia.

 

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Tem, isso sim, e a pensar no homem moderno (aka LiAM), vários bolsos interiores, para o passaporte e o telemóvel, por exemplo, e está disponível em quatro cores: preto, azul-marinho, cinzento-médio e azul-celeste. Quanto aos preços, o blazer está marcado a €139,99 e as calças a €59,99.

Boas viagens!

 

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Menos julgamentos e mais amor

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Nos final de todas as edições da Moda Lisboa ou do Portugal Fashion, ano após ano, surgem vídeos feitos por este ou aquele orgão de comunicação social com os chamados “cromos da moda”. São feitas perguntas absurdas, criadas de forma propositada para o efeito que se pretende: um vídeo que se torne viral e que mostre como algumas pessoas que frequentam este eventos não pertencem ali.

 

Ora, isto levanta em mim algumas questões… Sim, é verdade que é mais fácil para muitas pessoas dizerem que sim, que conhecem as tendências do que, simplesmente, assumirem que não sabem do que se está a falar. É estranho, claro que é, mas a chamada (acabei de inventar o termo) “sensação de estrelato” deixa muita a gente dizer coisas sem noção. Talvez seja o caso, talvez não seja. 

 

Depois dos vídeos serem lançados nas plataformas digitais, que são cada vez mais tribunais da boas virtudes e comportamentos (yeah, right…?!?!), tornam-se virais, e o que não faltam são senhoras e senhores que se julgam acima de qualquer suspeita moral e intelectual. Então, pergunto: sim, as pessoas não sabem e dizem saber, mas isso é caso para fazer pouco delas? E porque é que se lê que aquelas pessoas não merecem estar ali? A moda tem mesmo de ser sempre um nicho que se fecha em si mesmo, ou deve ser aberto à sociedade? Incomoda assim tanto que alguém não saiba falar sobre esta ou aquela tendência, exista mesmo ou seja inventada?

 

De certeza que não há nada mais interessante a acontecer durante aqueles três ou quatro dias para que o foco se mude para as pessoas que assistem e não para os designers que, com sangue, suor e lágrimas, estão ali para apresentar o seu novo trabalho? Que parte do binómio entrevistador-estrevistado não devia estar ali? As duas partes?

 

Sou jornalista. Não de moda, mas que escreve sobre moda. Sei quem é Jair Bolsonaro, mas era capaz de cair na esparrela com a tendência “Spinders”… se calhar não mereço estar numa semana de moda portuguesa, mas deixo isso à consideração da organização do evento e não ao tribunal das redes sociais. Até porque as pessoas que foram entrevistadas têm convites para ali estarem. E estando, é deixá-las viver. A experiência, o sonho, o que for.

 

Há coisas bem mais importantes a acontecer no mundo e, acima de tudo, há pessoas que governam o mundo em que habitamos que, essas sim, não têm mesmo a mínima noção do que fazem. Preocupemo-nos a sério com esses e deixemos as outras pessoas viverem a vida à sua maneira. Menos julgamentos e mais amor, é o que o Universo precisa.

Quem disse que os resorts são todos iguais?

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Quando pensamos em resorts é praticamente garantido que vamos imaginar uma das seguintes situações (senão todas): palmeiras arqueadas sobre o mar, praias de areia fina, piscinas rodeadas de espreguiçadeiras e bares com tudo incluído. Será também possível que imaginemos veraneantes barrigudos, vermelhos que nem tomates, deitados dias a fio à beira das ditas piscinas.

 

Agora que já estamos todos bem-dispostos com este cenário, pensemos então no oposto de tudo isto. Um resort localizado numa zona remota da... Noruega é logo um tópico para nos deixar a pensar. Depois vamos ver melhor e percebemos que teremos sido nós a estragar a nossa própria noção de resort, que mais não é do que um conjunto de equipamentos e espaços usados para lazer e entretenimento (sim, estou a citar o Priberam, processem-me).

 

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Ora, este Manshausen Island é isso e muito mais. Se me perguntarem, parece-me o céu. Ou não fizesse jus ao conceito de estilo de vida norueguês “hygge” que, em teoria, traduz uma "sensação indiscritível de conforto". Na prática parece-me isso e muito mais.

 

Localizada no estreito de Grøtøya, a ilha que dá ao nome ao resort é, ao contrário do que se diz por cá, tanto ao mar e tanto à terra, já que será o local onde o mar se encontra com as montanhas, com o resultado que as imagens documentam.

 

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Uma terra mágica, onde é possível pescar, mergulhar, escalar, andar de kayak, de bicicleta e caminhar. Caminhar muito para descobrir as maravilhas que a região parece ter para oferecer a quem se aventurar a umas férias diferentes. Neste caso apenas de acesso marítimo, à boleia de um ferry que transporta os felizes hóspedes para as cabanas privadas desenhadas pelo arquitecto Snorre Stinessen, numa lógica de se enquadrarem na perfeição numa paisagem já de si perfeita.

 

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O resultado é impossível de esconder, tal como será impossível terminar sem referir que tudo isto é propriedade de um senhor chamado Børge Ousland que, para quem não sabe (ou não fez o trabalho de casa como eu) é um conhecido explorador polar, que muito provavelmente – digo eu – encontra aqui a paz de espírito necessária para preparar as suas expedições, bem longe deste e dos outros (menos recomendáveis) resorts.

 

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Os homens são supersticiosos?

 

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Claro que a resposta desse lado é não! São poucos os que admitem tal coisa. A não ser os jogadores de futebol – e de outros desportos – que antes de entrar em campo benzem-se ou têm ainda outras superstições que nem sonhamos. 

 

Por vezes, nós homens preferimos chamar as coisas ao contrário. Em vez de usarmos isto ou aquilo para não termos azar, somos positivos e dizemos que é para dar sorte.O que vai dar ao mesmo. 

 

Ainda há casos diferentes. Quando algo nos corre mal e queremos livrar-nos de certos objetos. Eu, por exemplo, sou assim. Quando algo de mal me acontece, por exemplo, não consigo vestir a mesma roupa, aliás deito fora ou dou. É estúpido, estranho, mas faz-me sentir como se as más energias fosse com o tal objeto.


Atenção, não sou de miudezas, só mesmo quando acontecem coisas mesmo graves. Confesso, na noite que o meu pai morreu, tudo o que tinha vestido foi para o lixo, É parvo, não é? Mas é assim que eu resolvo as coisas. Mas, como homem, acho que tenho menos superstições que outros. Por exemplo, no futebol, não tenho cachecol preferido, cor preferida ou que não use. Tanto faz.

 

E vocês? Têm superstições não têm? Admitam. São capazes de nos contar ou acham que vai dar azar?

 

Afinal as mulheres gostam ou não de barbas?

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Temos essa curiosidade e por isso perguntamos diretamente. As mulheres gostam de ver os homens com barbas, sim ou não? 

 

Não que estejamos inseguros da nossa escolha - aqui no LiAM todos nós usamos o pelo na venta, com maior ou menor medida - mas é uma curiosidade. Sim, nós homens às vezes também somos curiosos.

 

Daquilo que ouvimos aqui e acolá há quem goste da barba de três dias, há quem goste de uma barba média mas bem aparada ou uma barba grande, contudo ouvimos poucas opiniões favoráveis à barba "à lenhador" aquela bem mais comprida (como na imagem abaixo).

 

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Sabemos de casos de homens que querem deixar crescer a barba e as senhoras lá de casa não gostam e opõem-se veementemente. Porquê? 

 

Senhoras, este blogue também é vosso e é agora que nos podem ajudar com as vossas respostas: gostam ou não de ver um homem de barba? Se sim, ou não, porquê? 

 

 

Viajar pelo Brasil com bloco de notas

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 Touros, em Rio Grande do Norte.  

Ando nisto do jornalismo desde 2000. Com umas interrupções aqui e acolá, dá para dizer, com certeza, que levo uns 17 anos de frequência assídua em redações. De entrevistas a artigos, de algumas «cachas» a dossiers mais chatos e técnicos, de moderação de conferências a dias de fecho de edição de arrancar cabelos.

 

Comecei a querer ser copywriter em agência de publicidade – o que ainda cheguei a fazer – tal como o João Coelho aqui do LiAM. Mas quis o destino que fosse parar ao jornalismo. Apesar de se ganhar muito mal e de ter a nítida sensação que se fosse noutro país viva muito mais confortável, fui ficando - o dinheiro não é tudo, dizem. Saí um par de vezes regressando a um local onde sempre fui feliz (pelo menos mais do que nos outros locais).

 

Mas, desde o início que sempre me faltou fazer duas coisas: rádio e reportagem (pura e dura). A rádio que continua a ser um grande fascínio e que me acompanha desde a infância - ainda me lembro de um pequeno rádio que colocava debaixo da almofada e que ouvia até adormecer. 

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 Cidade de Natal na praia da Ponta Negra


E a reportagem. Recentemente de uma forma que nunca tinha feito desta forma: num país estrangeiro. No caso, o Brasil, no estado do Rio Grande do Norte - ali à volta da cidade de Natal. Irão poder ler a minha reportagem com as fantástica fotos do Orlando Almeida na edição da revista Volta ao Mundo de novembro. 

 

Cheirar e sentir lugares diferentes é uma inspiração e tanto. Poder falar e conversar, nem que por instantes, com pessoas completamente diferentes e com uma vida nos antípodas da tua realidade é a verdadeira viagem. Sobretudo sendo o Brasil aquele local onde nos sentimos bem por sermos portugueses - apesar dos brasileiros manterem uma ideia estranha de ex-colónia (sobretudo aqueles que nunca vieram à Europa).

 

Foi uma experiência e tanto. O receio de viajarmos por um país menos tranquilo que o nosso existiu, mas senti-me sempre hiper seguro - claro, estive sempre acompanhado de quem sabia estar nos locais certos.
Andar de caneta e bloco de notas a tentar registar aquilo que sentimos no momento é tão interessante como intrigante - e se calhar ajudou. Lembro-me de estar numa rua de Natal, sozinho, e um senhor dar-me informação sobre os locais a visitar. Assim do nada, a troco de uma sorriso e um aperto de mão.
 

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Munícipio de Touros. Se querem saber mais, têm de comprar a revista Volta ao Mundo de Novembro. 

 

Foram poucos dias, no total cinco, mas deu para retomar o gosto de viajar por destinos e realidades bem diferentes da nossa. O cheiro do Brasil é uma coisa apaixonante, e já não o cheirava desde 2003. Isto para não falar na temperatura das águas desta zona: cerca 26/27 graus. Cá fora, rondava os 30. Não esquecendo que fui no inverno. O inverno de Natal. Inverno que "não existe". 

 

Deu para perceber que ficava ali umas boas duas semanas de papo para o ar a comer a comida local bem regada por cerveja ou água de coco. Fiquei muito surpreendido pela positiva com a praia da Ponta Negra (fotos acima) em Natal, embora os locais teimassem em falar espanhol comigo a pensar que era argentino. Aquela praia pareceu o que mais próximo vi de paraíso. Se quiserem saber mais, já sabem, Volta ao Mundo de novembro.

 

O que ficou desta viagem? A certeza de querer voltar ao Brasil e uma vontade de ir à Amazónia, onde tudo é, certamente, diferente. Vamos?