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Like A Man

LiAM em viagem: paragem #2 - Siem Reap (Cambodja)

https://www.youtube.com/watch?v=ky2dxg9RN_kE se o post de hoje fosse em vídeo? Não sendo tanto uma questão de preguiça, como refiro em jeito de brincadeira no vídeo,  é sobretudo uma questão prática. Não adoro escrever no iPad e ainda menos no smartphone, e uma vez que passo tanto tempo a percorrer a pé as ruas da cidade, parece-me apropriado fazê-lo assim. Deixo-vos as minhas impressões sobre Siem Reap, bem como algumas dicas e fotos. Espero que gostem e, sobretudo, que possam ser úteis.

https://www.youtube.com/watch?v=Lv56r3WDqFg&t=151s

Duas perspectivas do centro da cidade, com os seus cafés, bares e muito comércio:

Já nos templos, a forma como a natureza tem sobreposto a sua força às construções humanas, impressiona:

No pôr do sol, há duas certezas: a paisagem incrível; e o "outro lado", com a multidão a procurar o melhor spot para a fotografia.

A simpatia dos locais, essa, não tem idade.

Quer saber mais sobre cerveja artesanal?

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É uma tendência de consumo que nos últimos dois anos se tem tornado um caso sério em Portugal. Não só pelo número de marcas que têm surgido mas, sobretudo, porque estão a mudar a percepção dos portugueses tem relação à cerveja, não só no conhecimento da bebida mas também nos vários momentos em que pode ser bebido. Quer ficar a conhecer mais este fenómeno, basta ler as linhas seguintes:

 

A primavera vem aí!

pumaclydeyellow_likeamanPor esta altura do ano as marcas de roupa e sportswear começam a apresentar as novas coleções para a primavera/verão. Como é o caso da Puma sobretudo nas novas cores dos modelos de sapatilhas Clyde e Suede - que são uma grande tendência para a próxima estação. Basta ver os sites de moda internacionais.E como somos da opinião que um homem com estilo deve estar a par das últimas tendências, sobretudo no que respeita a ténis, revelamos algumas das novas cores destes modelos que em breve vão estar nas lojas. O que acham?[gallery ids="2507,2502,2508,2509,2501,2505" type="rectangular"] 

A vida é demasiado curta para coisas feias

piaggiomedley1_liamÉ isso mesmo. A nossa vida é demasiado curta para estarmos rodeados de coisas feias. Muitas delas podem ser muito práticas e racionais, mas coisas sem emoção não prestam - pelo menos para mim. No que respeita a motas, sobretudo nas scooters passa-se isso, temos as nipónicas que têm uma grande fiabilidade e temos as italianas, igualmente boas mas que apostam muito mais no design. Ora sou daqueles que prefere uma coisa bonita, com estilo e boa, a uma coisa muito prática, brutalmente estóica e feia.E embora nunca tenha experimentado um scooter nipónica (das várias marcas presentes no mercado) quando paro ao lado delas num semáforo, ou a estacionar, vejo que estou a conduzir uma mota mais bonita e com mais estilo. E penso mesmo que apesar da questão pratica de andar de mota, que é ir do ponto A ao B em segurança, fazê-lo numa coisa bonita é diferente. Dá-me mais prazer. Tenho esta "coisa" por motos italianas que as japonesas não me despertam (mesmo em cilindradas superiores).piaggiomedley2_liamIsto tudo para vos contar que, depois do João ter andado várias semanas com a Piaggio Medley coube-me a mim andar e testar a scooter de 125 cc da Piaggio.E faz hoje precisamente três semanas que a fui buscar ao stand da marca em Alcântara, Lisboa. Com apenas 1 quilómetro! Um verdadeiro privilégio!Ora, se de motas ainda não tenho muita experiência, tenho conduzido scooters diariamente desde setembro. E já conduzi cinco motas diferentes, desde uma Vespa Primavera, à SYM Fiddle III, outra SYM, a Jet 4 (veículo de substituição que a HM Motos me facultou) ou a Piaggio de três rodas, a MP3.Agora diariamente com a Medley posso comparar com as anteriores experiências. A diferença está sobretudo na qualidade. Nota-se que a Medley tem mais qualidade que as motas asiáticas (sobretudo chinesas) que conduzi. Sou suspeito: gosto de motas italianas, como já escrevi e quem me conhece bem sabe o quanto suspiro por uma Moto Guzzi. Um dia, um dia...Ainda hoje (quinta-feira), a chover e bem em Lisboa fiz-me à estrada com esta mota. E com toda a precaução necessária fiz os meus percursos sem problemas. (conduzir mais devagar, estar ainda mais atento à envolvência, dar mais distância do que o normal para o veículo da frente, olhar para estrada para evitar os malditos aquaplannings, etc.). O facto desta mota estar equipada com um vidro à frente faz toda a diferença. A marca emprestou-nos ainda uma daquelas mantas para proteger do frio. E embora seja necessário alguma atenção para não nos atrapalharmos quando colocamos o pé no chão, sabe mesmo bem. Apesar de aqui, com a tal manta, o estilo ficar um pedaço de lado. Mas é a prova que se pode andar de mota todos os dias, mesmo quando chove muito.piaggiomedley3_liamEstou a gostar mesmo da experiência. A scooter é um pedaço alta (pelo menos para mim), e tenho que me chegar um pouco à frente no banco para ter os pés bem assentes no chão, mas quando em andamento, a posição de condução é muito cómoda, com um aconchego do resto do banco para o pendura - que está a um nível mais alto.As rodas altas são excelentes para o "fantástico" piso de Lisboa (cheio de buracos, carris e óleo espalhado). Mas há algo que me dá um grande prazer nesta 125 cc: o barulho do motor.  Sobretudo quando o ligo. Muito a lembrar o das Vespas. Será que têm o mesmo motor?Pontos negativos? Há sempre, encontrar a mota perfeita é como andar atrás do Santo Graal, mas para uma 125cc, e pela experiência que tenho tido até ao momento, só posso dizer bem (e não, não me estão a pagar para tal). Acho esta Medley uma seria concorrente à Honda PCX 125. E não é só uma questão de estilo...Em breve eu e o João publicaremos a review final, com todos os pontos deste modelo da Piaggio.

LiAM em viagem. Paragem #1 - Kuala Lumpur

Se leram o post Quem é o LiAM, nomeadamente a parte da nossa bio em que, muito sucintamente, resumo a minha bucket list a "viajar", facilmente perceberão o meu mood para este ano (e porque não todos os outros que se seguem?). Se pudesse ser pago para viajar, provavelmente seria o que faria. Como isso ainda não é uma profissão, vou-me dedicando a acrescentar carimbos no passaporte à minha conta, e bem mais lentamente do que gostaria.Mas para este início de ano decidi inovar.Já vos falei da questão de viajar sozinho, o que recomendo vivamente que façam pelo menos uma vez na vida, e agora faço outra sugestão: viajar apenas com meio plano definido à partida. Já há muito tempo que me deixei de viagens pré-formatadas em que alguém decide por mim o que vou ou não ver. Compro o voo para o destino e depois de algumas pesquisas e consultas com amigos que já visitaram o destino em questão acabo por decidir a rota a seguir e marcar os hotéis e demais voos, caso existam. Fiz assim das duas outras vezes que estive no sudeste Asiático. Desta vez, porém, decidi partir de Lisboa apenas com o bilhete de avião no bolso e as duas primeiras noites marcadas. O restante (meio) plano seria passar três semanas algures entre Malásia, Camboja e Vietname, com alguns sítios de passagem "obrigatória".Ainda assim, uma necessidade logística obrigou-me a planear um pouco mais à frente do que desejava. Alertado pela necessidade de pedir o visto para o Vietname online com alguma antecedência, tive de escolher as datas (aproximadas) em que ia visitar, ou pelo menos entrar, no país. Este é, de resto, um ponto importante nesta coisa de viajar sozinho. É muito útil, mais ainda do que quando se viaja acompanhado, recolher toda a informação que possamos sobre os destinos que queremos conhecer. Dicas como esta ajudam-nos a poupar algumas chatices no local. E como vamos estar sozinhos, quanto menos chatices para resolver, melhor. Assim fiz, planeando (lá teve de ser) a maior fatia da viagem para o Vietname, onde gostava de visitar locais como Hanoi, Hoi An e Ho Chi Min (a antiga Saigão), pelo menos. Veremos se o irei ou não fazer.Para já, a primeira paragem é Kuala Lumpur. Para quem nunca viajou para estas bandas, refira-se que haverá dois grandes aeroportos para onde se viaja a partir da Europa (e não só, mas é que interessa para o caso), e de onde é, depois, muito fácil (e quase sempre barato) viajar para outros destinos apetecíveis. São eles o aeroporto de Singapura e o de Kuala Lumpur, dois grandes hubs com pontes aéreas para quase todo o lado. Bangkok também pode entrar neste campeonato, sobretudo se um dos destinos a explorar for a Tailândia. No meu caso, depois de já ter visitado a Tailândia duas vezes, uma delas incluindo Singapura, optei por Kuala Lumpur, que ainda não conhecia. As duas noites reservadas são aqui mesmo. Uma dica de uma amiga apontou-me o Lantern Hotel, em plena China Town, como uma boa opção (leia-se: barata sem comprometer a qualidade), o que veio a confirmar-se em absoluto. Excelente localização e condições muito simpáticas para o preço (vinte e poucos euros/noite com pequeno-almoço). Diria até que se trata de uma espécie de design hotel em versão low cost. Convém apenas referir que apesar da boa localização, não é fácil dar com ele, sobretudo se chegarmos a China Town já com o aparato das bancas todo montado, já que se torna difícil ver para cima das mesmas. Mas quem tem boca vai a Roma e apesar de algumas dificuldades com o inglês dos interlocutores, lá consegui chegar. Uma dica para o trajecto aeroporto-cidade: quando viajo sozinho (ou a dois), e sempre que é possível, fujo de tudo o que é táxis e shuttles. Se houver boas alternativas nos transportes públicos, é essa a minha escolha. E assim foi aqui. Optei pelo comboio que liga o aeroporto à cidade - muito competente -, fazendo depois a ligação com outro comboio, uma espécie de metro de superfície. No total, gastei aproximadamente 12€ no trajecto, bem menos do que gastaria de táxi.Já instalado, e já de noite, resolvi fazer-me literalmente à estrada para começar a visitar três ou quatro coisas que gostava de ver na cidade. A primeira paragem só podia ser uma visita às imponentes Petronas Twin Towers. Fiz o caminho todo a pé (segundo o meu telemóvel nesse dia/noite fiz mais de 10km a pé) e aproveitei para ir sentindo a cidade. À chuva. Sim, entretanto chovia. Uma vez nas imediações das gémeas, há todo o espectáculo das torres em si, impressionantes em toda a sua dimensão, e o dos turistas, apostado em tirar fotografias em todos os ângulos possíveis. Giro.Para jantar segui mais uma recomendação prévia: Jalan Alor. Não é um restaurante, mas uma rua cheia de pontos de venda de comida local. É só escolher o que agrada mais à vista e ao estômago e sentar. Recomendo vivamente.Para o dia seguinte, ficaram mais duas visitas que queria fazer, a primeira às Batu Caves, localizadas fora da cidade, mas nada que uma viagem de meia hora de comboio não resolva; e a segunda para beber um copo num local improvável: um antigo heliporto no topo de um prédio, num bar convenientemente chamado de Helibar. Fui para o pôr-do-sol e valeu muito a pena. Apesar de ter gasto tanto numa cerveja quanto no almoço desse dia, foi uma forma de assistir à muito interessante mistura de culturas que existem nesta cidade (para além da vista incrível, claro). Entre turistas, expatriados e os clientes locais, percebe-se que Kuala Lumpur é ponto de encontro de várias nacionalidades, o que lhe dá uma personalidade própria e muito cosmopolita. Para mim foi duplamente interessante já que acabei a partilhar mesa com três malaios, com quem tive a oportunidade de conversar e perceber um pouco melhor como funciona o seu dia a dia por aqui, para além de ficar a saber qual a opinião deles sobre as mulheres ocidentais, claro. Conversa de homens não é conversa de homens se não se falar sobre miúdas. Seja em que parte do mundo estejamos.O dia não terminou sem um jantar em mais uma das recomendações que trazia de Portugal: Old China Café, um restaurante localizado perto de China Town, bem antigo e muito simpático. É uma espécie de Martinho da Arcada cá do sítio. Gostei do espaço, da comida e do staff.Para o dia seguinte estava agendada a partida para Siem Reap (Camboja), num voo comprado durante o pequeno-almoço do segundo dia (abençoada App SkyScanner). Mas sobre isso falo-vos num próximo post.

Começar a usar cremes?

clarinsmen_liamNunca fui fã de usar cremes. Ponto. No corpo é mesmo para esquecer, somente na praia e só porque é mesmo necessário. No rosto uso. Tudo começou há uns 10 anos quando fui viver para a Holanda. Lá o frio é mais intenso e senti necessidade de começar a usar cremes diariamente para proteger a pele do frio -  com "agradáveis" máximas de 7 graus durante os meses de Inverno.Em adolescente tive a sorte de não sofrer muito de acne e usei um par de vezes o Clerasil mais porque a publicidade na TV era entusiasmante para um adolescente que queria conquistar “miúdas” do que pelas quase inexistentes borbulhas. Depois disso, só mesmo o frio holandês e a minha teimosia de andar de bicicleta quer fizesse sol, vento, chuva ou neve me levaram a colocar “coisas” na cara.Mas o hábito foi ficando. E desde aí usei uns cremes da L’Oreal, daqueles mais baratos à venda nas grandes superfícies e há uns anos comecei a usar da marca Vichy, com o qual me dei muito bem.Mas, confesso, o uso de cosmética era apenas o de um creme hidratante e energizante para tirar aquele ar cansado de ter que acordar várias vezes à noite quando se cuida de filhos pequenos.Recentemente e por causa do LiAM a Clarins Men enviou-nos um pack para usarmos. Embora agradecido, torci o nariz à quantidade de coisas. Relembro o que penso sobre isto dos homens usarem cremes.clarinsmen1_liamComecei a pôr de lado o creme para antes de barbear. Não faço a barba! Cuido dela de maior tamanho ou mais aparada, mas não corto. Já não me vejo com a cara “despida” há uns dois anos. Depois fui pedir conselhos à mulher cá de casa para saber para que serviam determinadas designações - e aqui podem ver o quão leigo sou nesta matéria -, e assim percebi que:O Nettoyant Visage é, segundo a Clarins Men "um gel de espuma sem sabão anticalcário que elimina tudo o que torna a pele baça. A sua frescura desperta e estimula".O Sérum Défatigant Yeux , é também de acordo com a marca de Paris uma "solução energizante para acabar com os primeiros sinais visíveis de envelhecimento do contorno dos olhos. Graças às suas ações antipapos,antiolheiras e alisadora, o seu olhar fica mais fresco e mais jovem" - aqui uma dica cá de casa: tenho colocado este creme no frigorífico para um ação mais efetiva.O Anti-Rides Fermeté, é um regenerante que "restitui a juventude do resto", ainda de acordo com a Clarins "reduz rugas e rídulas, firma a pele e diminui oexcesso de volume na zona inferior do rosto".A Clarins Men ainda nos enviou o Huie de Rasage que é o tal produto para aplicar antes do creme de barbear. Mas, tal como já escrevi , não o uso porque não me vejo de cara sem barba nos próximos tempo.E assim desde há duas semanas tenho usados os cremes que mencionei.E então? O que está diferente? Para além de demorar um pouco mais na casa-de-banho de manhã, sinto que a pele está com melhor aspeto, menos baça e mais viva. O que é interessante para quem anda de mota todos os dias e insiste em usar capacete aberto.Contudo, acho que ainda não é tempo suficiente para fazer uma “review” do produto e para perceber a sua potencialidade (ou não) desta parafenália de cremes (pelo menos para mim). Mas por estes dias voltarei, eu ou o João, ao tema. Uma coisa é certa e posso desde já indicar, cheira muito bem!

A "Bandida" vai andar à solta na Mercado de Santa Clara

screen-shot-2017-01-17-at-16-23-50Na próxima quinta-feira, dia 26 de janeiro, vai decorrer a Feira da Bandida, no Mercado de Santa Clara em Lisboa. E vocês perguntam, e bem, o que é a Feira da Bandida? Ora, vai decorrer naquele espaço, a partir das 18h até às 19h30m várias ações da nova cidra Bandida do Pomar - aquela com um raposa no logotipo. Para além disso, Diogo Faro e Guilheme Geirinhas irão oferecer alguns dos seus objetos pessoais.Além disso haverá uma série de atuações surpresa de bandas trazida pelo Sofar Sounds e ainda um DJ para fechar a noite. E agora perguntam: o que é o Sofar Sounds?

Estamos aqui para explicar. É de homem partilhar conhecimento. O Sofar Sounds é um coletivo britânico que se dedica a promover concertos intimistas com artistas emergentes. Estas feiras, com um ambiente de alguma balbúrdia e desarrumação, a Feira da Bandida vai recriar a envolvência típica das feiras e mercados de Brick à Brack.Vai ser um evento que promete. Com um espírito muito próprio, mas se não puderem ir, a Feira da Bandida irá realizar-se três vezes por mês, duas em Lisboa e uma no Porto, serão promovidos concertos gratuitos à semelhança do que é feito lá fora: apenas 24h00 antes é revelado o local e quem foi autorizado a entrar e só no evento são conhecidos os artistas. Cool!Nós, como somos "gajos" porreiros, aconselhamos a clicarem aqui e a inscreverem-se. Vemo-nos por lá?

Conversa de homens: Conheçam os Motorcycleboys

mcyceboy8_liamSabiam que há um Hostel para apaixonados das motas às portas de Lisboa? Mas que não é sou um Hostel mas também uma loja que vende produtos para o segmento Café Racer? E que organiza passeios de mota e aluga motos clássica (Triumph, Honda, etc)? E que ainda tem um oficina para reparações mas, sobretudo, para costumizar motos? Sim, existe é em Algés e é um espaço muito cool. Estivemos à conversa com os responsáveis: Frederico Arouca, João “Pirata” e José Valdeira. Partilhamos convosco!

LiAM: Qual é o conceito do Motorcycleboy?Frederico: O Motorcycleboy nasceu e cresceu de uma forma semi orgânica, sem ter sido muito pensado. No fundo refletimos sobre o que necessita uma pessoa que gosta de andar de mota. E quando falo de andar de moto é neste segmento, chamado das Café Racers, a que nos dedicamos. Então criamos uma loja com marcas que nós usamos, aliás, não vendemos nada na loja que não usamos, por isso podemos recomendar tudo com conhecimento de causa. Depois pensamos que poderíamos ter um local onde amigos que viessem de fora pudessem ficar. O espaço por cima da loja ficou vago e lançámos o Hostel. E depois pensámos, se vêem de longe e não trazem moto? Então colocamos motos para alugar. E montamos também a oficina para começar a transformar motos. E depois começamos a organizar passeios de mota. Foi uma ideia atrás da outra.LiAM: Em quanto tempo abriram esses serviços?Fred: Quando abrimos foi tudo quase de seguida. Montar o hostel é relativamente simples, ainda pensamos abrir um bar à séria, mas não resultou. Temos apenas um bar de apoio a quem vai à oficina ou à loja. Estamos em Algés e é um local que tem pouco interesse na área dos bares e restauração. Mas em termos de oficinas é muito interessante, estamos numa excelente zona. Desde que abrimos que começaram a aparecer muita gente com motas antigas para arranjar ou transformar.mcyceboy5_liamLiAM: As Café Racer são um segmento que está a crescer?Frederico: Sim, sem dúvida. E vemos isso pelas vendas das Mash. Toda a gente que compra uma Mash ao fim de seis meses está a customizar a mota, e depois passado outros tantos meses quer comprar outra mota. A Mash é uma porta de entrada para este mundo. Se vermos o número de Mash que vendem dá para perceber o crescimento deste segmento Em meados de 2016 quando os centros de inspeção começaram a falar das regras das inspeções, muita gente começou a ficar reticente. Mas não é verdade. Tudo o que saiu foi feito pela Controlauto…LiAM: É, portanto, um mito?Frederico: O que vai haver e há em toda a Europa são inspeções às motas a partir de 2020, dito isto ninguém sabe quais são os moldes das inspeções.João "Pirata": Penso que as inspeções terão mais a ver com os termos de segurança, piscas, travões, suspensão. Se é tirar um carnagem ou um farol? Penso que não será por aí. Contudo, havia uma indústria nos carros, com o tunning, que de um momento para o outro desapareceu…Frederico: A diferença que há para o tunning é que nas motas que os principais impulsionadores são as marcas. A Triumph lança uma mota e tem um catálogo com 500 peças, a Moto Guzzi lança uma moto e lança também uma série de acessórios para a mota. Mas claro, vivemos em Portugal e por vezes sentimos na pele a falta de bom senso quando algumas ideias se transformam em leis. A ficha de homologação da moto diz tudo o que a mota deve ter. Será que meter um pisca diferente irá ser tido em conta? Desde que seja homologado qual a diferença?LiAM: Como é que vocês se conheceram?José Valdeira: Eu e o João viemos ver motos aqui, porque eu decidi que queria voltar a ter uma mota. Não havia nenhuma mota já montada e voltei no dia a seguir, e no dia a seguir também, até que fiquei (risos). Tive necessidade de preencher a minha vida com algo que gostasse. E o João veio a reboque.João “Pirata”: …todos nós temos outros trabalhos para além disto…Frederico: …é a vantagem, todos nós temos algo que nos dê dinheiro porque este mercado não dá dinheiro. Eventualmente um dia isto pode funcionar e ser um negócio. Isto é um nicho de um nicho. Em Portugal até as motos são um nicho.LiAM: Mas o mercado tem crescido, pelo menos 10% em 2016 em relação ao ano anterior…Frederico: Sim, sobretudo o número de motos tem crescido. Mas é ainda muito pouco. Mas nós não somos o motociclista utilitário, não estamos a competir com as lojas de utilitários. As pessoas que entram nas motas pelas 125cc, são pessoas que tem o carro e já não têm paciência para andar de carro e compram mota. Um dia passam das 125cc para outras e vêm cá parar à nossa loja.LiAM: Explica-nos, um pouco melhor, o que é este vosso segmento? Café Racers, Clássicas? Como o definem?Frederico: Normalmente as pessoas chamam Café Racers, o que é errado, pois é um sub estilo dentro do estilo. Nós aqui fazemos mais Scramblers do que Café Racers. Aliás, não nos podemos esquecer onde vivemos, a maioria das nossas estradas não nos permite andar de Café Racer. Ou seja, aqui as coisas são feitas à nossa imagem, andar numa mota clássica atualizada minimamente confortável. Falo contra mim, tenho uma Harley Davidson mas não tenho suspensão atrás, é muito dura e se passo num buraco é terrível mas eu gosto! Respondendo à pergunta, o que as pessoas querem é andar numa mota costumizada, seja Café Racer, Scrambler, Clássica, o que lhe quiserem chamar. A ideia é chegar aqui e dizer que não quer andar uma mota igual às outras. Temos um amigo que comprou um Moto Guzzi V7 e não gosta da traseira e alterou-a nos piscas. Este é um dos exemplos. Antes as motas existiam como afirmação de estilo de vida, hoje em dia isso é treta. Hoje em dia quem tem “Harleys” são os tipos que andam de fato durante a semana e que depois se afirmam através daquilo que possuem e a mota permite isso, porque os carros são todos iguais: cinzentos ou pretos.LiAM: É este “movimento” cresce de norte a sul do país?Frederico: Cresce em todo o país. Mas o norte tem uma cultura automobilista muito forte. Depois a cultura do design também é do Norte. E o dinheiro está no norte. Os Tone Up e a It Rock Bites são do Norte. No Porto tens 50 pessoas que fazem cromados, em Lisboa tens um. Os North Siders todas as semanas reunem entre 20 a 150 pessoas a andar de mota. A vida cá em Lisboa é diferente. Mas a taxa de crescimento é igual no norte que no sul, a base é que é diferente.LiAM: Acham que é uma moda? Ou veio para ficar?José Valdeira: A barba é uma moda ou veio para ficar?Frederico: Muita gente entrou por moda e muita gente vai sair para a próxima moda, mas vai haver uma parte grande que vai ficar. À medida que as pessoas vão ficando mais velhas, mais lhes agrada este estilo.LiAM: Que conselhos dão a quem ter uma mota? E quem quiser entrar no vosso nicho e que se calhar até já tem uma scooter moderna e quer mudar?Frederico: O clássico seria comprar uma 125cc, uma Mash ou algo do género, e depois ir crescendo até chegar a uma cilindrada confortável, que para mim é mais de 500cc. Quanto mais força tiveres no motor mais facilmente sais de todo os azares que podes ter de mota. Se andas numa 125cc destas de motor estranguladas a maioria anda sempre a fundo. Se andas numa 750 ou uma 600 e se alguém vem para cima de ti, aceleras e consegues fugir. Uma mota não é andar sempre a fundo mas sim ter motor para quando tiver que fugir poder fazê-lo.LiAM: E há mulheres neste segmento?Frederico: Sim, há muitas mulheres. Nós apoiamos um motoclube de mulheres, as Litas. Que é um grupo internacional e agora abriu uma representação em Portugal. Costumam reunir-se aqui no Motorcycleboy e temos um corner de t-shirts de senhora. Em termos de taxa de crescimento é aquilo que vai crescer. As motas são um mundo de homens, mas está a mudar.E como veem a marca Motorcycleboy evoluir?Desenvolvemos a parte de merchadising sempre em parceria com designers portugueses. E este ano vamos apresentar cerca de cinco motas, o que vai consolidar a nossa marca no mercado. Vamos a feiras internacionais como o Wheels & Waves. E a ideia não é irmos como espetadores mas como participantes. Queremos juntar mais gente de Portugal para estarmos lá a mostrar motas e a vender produtos. O fato de termos o Hostel diferencia-nos como marca.Pensam abrir O Motorcycleboy em outros locais?Frederico: Gostava. O que vai funcionar no futuro são os serviços: os passeios de mota, a oficina e o hostel. Os capacetes, as t-shirts funcionam mais com catalisadores para as pessosa virem cá e nos conhecerem. Mas sim, gostava de ter um hostel com oficina no Porto. É um conceito que funciona em todo o lado. Aliás, há uns tempos fui a Milão à loja da Deus que tem um café e uma loja, e aquilo é lifestyle e nós somos também lifestyle. É como no surf.LiAm: Há muita gente a procurar passeios de motas?Frederico: Há, mas ainda não tivemos tempo para promover a coisa como deve de ser. Mas as pessoas procuram e são muito diferentes a tipologia de pessoas que nos procura.E, em média, quanto custa costumizar uma mota?Frederico: Não vale a pena pensar que se faz alguma coisa por menos de mil euros. Depois, mais do que isso não há limite. Pintar um depósito numa pintura simples nunca é menos que 150 euros. Meter pneus são uns 200 euros. Mudar um guiador pode ser cerca 100 euros, mais mão de obra. É fazer as contas.E já vos deram carta branca para mudar a mota?Frederico: Não. As pessoas tem uma ideia do que querem.João “Pirata”: Muitas vezes as fotos que se veem de motas transformadas são motas de exposição e que não andam. Porque não têm cabos, nem baterias. As pessoas às vezes não têm noção disso.Frederico: Ainda não temos nome para poder fazer isso. Em Portugal não há muita gente que pode fazer isso.

Cliquem e dêem uma vista de olhos na galeria de imagens da loja Motorcycleboy:

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A última fronteira dos solteiros.

O que têm a praia, o cinema e as viagens em comum? Para além de serem óptimos programas para fazermos nas férias, têm em comum o facto de serem actividades que normalmente fazemos em grupo ou a dois, com um/a amigo/a. Quem está numa relação pode fazê-lo com os seus respectivos, mas não é sobre eles esta crónica. Sendo eu solteiro, posso falar com alguma propriedade, sobretudo depois de inúmeras conversas com outros amigos e amigas solteiros em que, invariavelmente, o tema vem à baila. E aí percebe-se uma clara relutância em fazer uma destas (senão todas) actividades desprovido de companhia. Sozinhos, portanto. A par de um almoço ou jantar sem qualquer companhia, diria que estes serão os grandes bastiões a ultrapassar em termos de desconforto perante os outros por parte desta enorme comunidade dos SA (solteiros anónimos).

Em pleno século XXI não deixa de ser surpreendente que exista tanta gente incomodada por estar nessa "condição", ao ponto de deixar fazer uma série de coisas apenas porque não tem companhia naquele momento. Vamos deixar de parte as pessoas que deixam de fazer estas coisas porque não têm qualquer prazer em fazê-las sozinhas. Ok, isso eu percebo. Se não gostam, não fazem. Falemos então das muitas outras que, mesmo querendo fazê-lo, não o fazem em resultado de um certo estigma social, ou vergonha sobre o que os outros vão pensar. Ou, pior ainda, porque têm receio do que eles próprios vão pensar. Sim, estamos muito pouco habituados a estar sozinhos. Em silêncio connosco mesmo, sem os estímulos de uma conversa, da música do rádio ou do som de fundo da televisão. Muitas vezes, mesmo sem pensarmos muito sobre isso, fugimos ao silêncio, evitamos a "solidão" de estarmos na melhor companhia de todas: nós próprios. Em consequência disso, acabamos por nos preocupar demasiado com o que os outros pensam, deixando de fazer o que nos dá prazer. Mas, pensem comigo, que mal tem irmos ao cinema sozinhos, se o propósito até é estarmos numa sala escura em silêncio? Está tudo na nossa cabeça, admitamos. A praia é outro "campeonato", reconheço. Se for verão, estará com muita gente e há sempre quem se preocupe demais com a opinião do outros. Who cares? Neste caso particular, a única (e eterna) questão é "quem é que me vai passar protector solar nas costas?". Se as mulheres têm uma certa desenvoltura (elasticidade é o termo) nesta prática, para nós, homens, é um pouco mais difícil. O que, para os mais tímidos, que não têm lata para a pedir ajuda à miúda gira que está mesmo ali ao lado, acaba por resultar num indesejável escaldão. Mas adiante.Falemos do Santo Graal desta questão: as viagens a solo. Escreve-vos alguém que já passou por isso. Eu, relutante, me confesso. Não foi fácil tomar a decisão de embarcar na primeira viagem sozinho. Ajudou o facto de ir ter com um amigo que vivia por perto do destino final, ainda que a sua companhia fosse apenas por uns dias das duas semanas da viagem. Não ajudou tanto o facto de ter sido uma viagem para o Sudeste Asiático. E daí talvez tenha ajudado. Na lógica "viagem curta vs viagem longa", se calhar é preferível dar um mergulho para "fora de pé", já que evita a tentação de regressar mais cedo se se arrependerem (coisa que nunca me aconteceu), sendo por isso um verdadeiro teste à vossa resistência de SA. Se nunca o fizeram, recomendo. Aprende-se um pouco mais sobre o destino, já que estamos mais atentos, e muito mais sobre nós próprios, pela abertura a que nos obrigamos e pela capacidade que desenvolvemos para nos especializarmos nessa actividade tão tipicamente portuguesa: o desenrascanço. Sim, ficamos mais práticos e desenrascados, afinal não temos ninguém ali ao lado que tome as decisões por nós, que escolha o restaurante ou o que vamos fazer amanhã, que decida se vamos para a esquerda ou para a direita ou se levantamos dinheiro agora ou mais logo. Enfim, dependemos apenas e só de nós, o que é fantástico. E se há altura em que é mais fácil viajar sozinho, é agora. Com as novas tecnologias, sobretudo o smartphone, estamos sempre perto dos que ficam por cá, que podem acompanhar as nossas aventuras através das redes sociais, caso escolhamos partilhar alguma coisa, ou pelas mensagens instantâneas do WhatsApp, sempre disponível onde houver uma rede Wi-Fi.Dito isto, e porque estamos em janeiro, lanço-vos o desafio. Se nunca o fizeram, façam-no ainda este ano. Não esperem pelos amigos que não podem tirar férias na mesma altura que vocês, ou pela futura namorada que tarda em aparecer na vossa vida. E borrifem-se para o que os outros vão pensar. A vossa vida é isso mesmo, vossa para curtir, vossa para aproveitar. Dito (também) isto, aproveito para informar que vou ali à Ásia e já volto. Voltem vocês também para acompanharem os relatos e dicas que aqui vou deixar sobre a experiência. Até já, meus senhores!

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