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Like A Man

14
Jun17

Tudo que sempre quiseram saber sobre a marca Mash


LiAM

nuno roda gigante mash like a man.jpg

 

A Mash. Já aqui falámos dela, mas quisemos ir mais a fundo e conhecer melhor uma marca que está cada vez mais presente nas estradas de Portugal. Falámos com Nuno Vigoço, gerente da Roda Gigante, representante e importador da marca Mash para o nosso país. Leiam a entrevista e tiram todas as dúvidas que possam ter sobre esta marca de modelos neo-clássicos.

 

Quem é a Roda Gigante, a empresa que representa a Mash?

A Roda Gigante é a minha empresa, do qual eu sou gerente, criada em 2009. Começámos a trabalhar com a marca LML e a importar essa marca. Entretanto a LML, do ponto vista comercial, teve altos e baixos, sobretudo porque vem de muito longe e quando passou a ser representada em Espanha, e daí começamos a trabalhar a Mash. Os nossos colegas por essa Europa fora indicaram que as motas davam poucas chatices, o que é uma boa forma de medir a fiabilidade das mesmas. Apresentamos as motas na primeira edição do renovado Lisboa Moto Show, sendo a Mash pioneira neste segmento das neo-clássicas, o que causou muita curiosidade nos visitantes. E fomos alargando os modelos. Hoje em dia já há motas de 400cc que apesar de ainda não serem muito comercializadas são motas bastante fiáveis.

 

E o que é a Mash? É uma marca francesa ou chinesa?

A Mash é uma marca como tantas outras. Em Portugal há um grande estigma e ceticismo com as coisas chinesas. Porque da China veem coisas boas e coisas más. Mas respondendo à questão Mash é idealizada em França pela Sima que encomenda motas feitas de acordo com os budgets e os seus parâmetros de qualidade e design. E pode-se dizer que estão a ser bem sucedidos.

 

Outros dos mitos é que os motores das 125cc são da Suzuki. Isso é verdade?

Estes motores das 125cc da Mash são uma patente Suzuki, de um licenciado. Não diz Suzuki em lado nenhum. Presumo que muita outra coisa tenha tecnologia Suzuki, porque os motores são iguais. Dou o exemplo: temos clientes que restauram Suzukis e que veem aqui buscar algumas peças. Agora não diz que é Suzuki em lado nenhum, e nem se pode dizer que é Suzuki. O que sei é que são feitos na linha de montagem que também faz modelos para a Suzuki. Já vendemos cerca de 700 a 800 motas e os problemas são quase zero. Lembro que apenas abrimos dois motores, porque exista um problema na caixa de velocidades, que podia ter sido de mau uso ou de defeito de fabrico. Mas o ratio é muito bom.  

 

Já é possível comprar-se Mash de norte a sul do país?

Sim, há muita gente a perguntar pela marca para as vender. Claro que requer algum investimento e esse não pode ser apenas central, do importador, também tem de vir das lojas. Há casas que pensam que é só pedir um determinado tipo de mota ao importador e ganhar dinheiro com isso…

 

Qual o modelo que tem tido mais procuram, nos últimos tempos?
O modelo Black Seven 125 tem tido bastante procura, e está esgotada a nível europeu. Como diz o Luís Carlos da revista Motociclismo, este modelo é um degrau acima em comparação com as anteriores.

BLACK_SEVEN_125_noir_DSC_Liam Like A Man.jpgA Mash Black Seven 125cc


Quem é o cliente alvo?
Falando em média de idades será gente dos 30 e muitos. Mas há senhoras, também.


E já há fidelização há marca? Pessoas que querem passar das 125cc para outras cilindradas?
Sim, já vemos isso. Pessoas que procuram outros modelos dentro da Mash.

 

Como é que correu o Lisboa Moto Show?
Correu bem, embora estivéssemos num local não muito favorável. É um trabalho que se faz para implementar a marca. Faz parte do nosso trabalho, estamos ali para arranjar novos pontos de venda, de clientes. Estavam lá marcas a fazer promoção de feira, mas acho que não é por aí. Não temos uma posição agressiva de preços, até porque o preço/qualidade já é muito interessante.


Como vês a evolução da Mash em Portugal?
Há cada vez há mais concorrência, o que é bom para o consumidor. É bom para os fabricantes porque têm de se esmerar. Nós como temos modelos neoclássicos temos a vantagem de, se quisesse ter uma mota com três anos em exposição, vendia-a na mesma, o que já não acontece com outras marcas com modelos que ao fim de dois anos já são considerados “velhos”. O produto que nós vendemos é o produto clássico.


Apesar de venderem clássicas também tiveram um modelo de trail?
Sim, temos cá a gama toda. O preço é muito bom e a mota está muito boa. Mas ainda não sabemos se esse modelo vai ser descontinuado.

nuno vigoço mash portugal Like A Man.jpg

 Nuno Vigoço com uma Mash 400cc na edição limitada Von Dutch


E novidades, modelos que veem aí?
A Black Seven 250cc, que deve ser uma mota bem recebida pelos portugueses. Vêm aí o side car, e já temos interessados apesar do preço rondar os 8 mil euros. Mas quem sabe que começam a existir mais side cars… E vem uma scooter, a sixty 125 e a city, uma scooter que ainda está a ser preparada e que ainda pode vir a mudar de nome.

 

E acessórios também comercializam?
Vamos tendo alguma coisa, mas as solicitações são poucas. Isto tem a ver com o país, lembro-me que em França há um vendedor que há uns tempos tinha 14 lojas naquele país e que tinha tudo. Aqui pedires 300 euros por um blusão, que é 10% do preço da mota é algo caro. Mas vamos tendo coisas que nos vão pedindo e que temos em stock.

Só têm este espaço em Caneças, não falta um espaço de showroom em Lisboa ou Porto?
Sim, faria sentido, mas teria que aparecer a pessoa certa para fazer isso. Mas não é fácil, sabemos que há concessionários Honda a fechar apesar de ser a marca que vende mais em Portugal. Mas falando da Mash, sim faria falta isso, mas nenhuma casa sobreviverá só da venda de Mash, nem mesmo nós que temos dois escalões de margem – da importação e de venda – nos conseguimos aguentar. Mas se fores a ver e pensares bem, em Lisboa não há assim tantas lojas grandes de motas. É um mercado difícil.

 

Resumindo, a marca tem estado a crescer?
Sim, temos tido mais modelos e temos crescido aos poucos. As vendas têm melhorado e vão em função da necessidade e custo/benefício. Temos os nossos objetivos para cumprir com a nossa dimensão.  

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