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Like A Man

18
Nov16

Raios partam os ecrãs!


LiAM

iphone-5-partidoVivemos a olhar para ecrãs! Aliás, é assim que os nossos leitores nos seguem, ora por computador, smartphone ou tablet. São os tempos que vivemos e que muito dificilmente vão voltar para trás. E isso tem coisas fabulosas.O acesso contínuo e rápido à informação. Comunicações ao minuto, seja para o outro lado do mundo seja para a pessoa que está à nossa frente…Mas é precisamente isso que também é mau. Deixamo-nos “viciar” pelos pequenos dispositivos que estão 24 horas connosco (ou ao nosso lado). A primeira coisa que fazemos ao acordar é olhar para o smartphone ou tablet, que já foi a última coisa que fizemos antes de desligarmos a luz, já deitados.Conheço algumas pessoas que acordam a meio da noite para verem e-mails. O que às vezes até pode ser justificável pela globalização do mundo de trabalho. Quem sabe se não é uma proposta de trabalho que nos chega do outro lado do mundo? Mas valerá a pena?Como homem preocupa-me a forma como os ecrãs estão a invadir a nossa vida privada e familiar. Com tudo o que tem de bom, acho que está na altura da maioria de nós passar da adolescência do uso dos devices para a fase adulta.E o que é a fase adulta? É usar os ecrãs com conta peso e medida. E quando falo em ecrãs não falo apenas de smartphones e tablets, mas também das TV’s.Quantas famílias, clássicas ou modernas, funcionais ou disfuncionais não passam a hora de jantar a olhar para a TV em vez de falarem uns com os outros. Quantas famílias não vão jantar ao restaurante XPTO e passam, cada uma delas, o tempo todo a olhar para os seus smartphones? Sem partilha, sem conversa. Só sou eu a achar isto assustador? Aliás, já existe uma doença chamada Nomofobia que é o medo de ficar sem telemóvel.Às vezes até em eventos que devem ser de networking, as pessoas refugiam-se nos telemóveis.Que seres nos estamos a tornar? Que seres estamos a transformar os nossos filhos? Não será altura de regrarmos o uso das tecnologias (ao gosto de cada um, claro) para termos algo mais equilibrado.kidplayinthegroundAs crianças devem brincar com os smartphones e tablets, e consolas de vídeo, e ver desenhos animados na TV. Devem fazê-lo! São os tempos que vivemos. Mas com conta peso e medida.Porque também devem ir jogar à bola, jogar às escondidas, sujarem-se, fazerem umas belas nódoas negras. Apanhar chuva, frio e vento. Terem desilusões. Saber crescer. Aliás, por vezes vejo pais agarrados aos smartphones em parques onde as crianças brincam umas com as outras, mas também querem a nossa atenção. Dá que pensar não? A mim deu-me porque já fui assim. Confesso. Mas agora não. Evito. Ao máximo. Tudo o que é um exagero faz mal.O problema é que a maioria de nós não consegue perceber onde está o exagero. Por vezes, se o e-mail não é respondido em minutos ficamos a stressar, ou se a chamada não é devolvida imediatamente o nosso estado de espírito muda por completo. Convém refletir sobre isso. Queremos criar os futuros homens de amanhã como homens à séria ou como seres que vivem a realidade através de imagens, tal como como na Alegoria da Caverna de Platão? A escolha está nas nossas mãos.alegoria da caverna.gif

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