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Like A Man

Like A Man

Partida, largada, calçado. Humm? Sim, é preciso estar bem calçado

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Por André de Atayde:

 

Pé ante pé foram galgando terreno e hoje são umas das indústrias, ou A indústria, que mais exporta o nome de Portugal. Curioso? Sim, é verdade, o Cristiano Ronaldo pode ser considerado uma indústria, mas neste caso estou mesmo a falar de sapatos portugueses e da importância que têm, cada vez mais, cá dentro e lá fora. Se na Seleção Portuguesa de futebol há uma campeã europeia, nos sapatos portugueses estamos perto, muito perto, de chegar ao campeonato mundial.

 

A história é complexa mas resume-se em poucas linhas. Havia uma indústria mais ou menos adormecida para o público em geral que, com bastante trabalho, uma renovação pensada e uma comunicação muito bem feita, quase de guerrilha, passou para o topo das exportações portuguesas. E quem conseguiu isso? Os empresários do setor do calçado e uma associação com um nome enorme mas que pode ser simplificado por APICCAPS que tem como presidente, há cerca de um ano, Luís Onofre, aquele homem que todas as mulheres gostavam de ter como melhor amigo. Sim, isto foi um piscar de olho descarado ao público feminino que nos segue.


Prossigamos porque sei que está mortinho por fazer esta pergunta: "Mas porque é que hei-de comprar sapatos portugueses?" Eu respondo com quatro palavras: Design, inovação, conhecimento e qualidade. Não é à toa que as maiores marcas internacionais fazem muito do seu calçado e artigos de pele em fábricas portuguesas. Ou acham que o Louboutin, o Onofre estrangeiro, mora em Portugal pelo bom tempo?!

 

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Agora aposto que o caro leitor está a pensar: "Então e exemplos de marcas espetaculares?!". E eu dou. Isto é assim, é só pedir. Quase tão bom como na farmácia. Ora bem... se falasse das marcas todas nunca mais saíamos daqui e tenho a certeza que aquele arroz ao lume não é para deixar queimar. Como hoje estou de bom humor trago-lhe três marcas, para ocasiões de maior ou menor formalismo.

Começo por aquele que é capaz de ser o CR7 dos sapatos. Não sei se o Carlos Santos joga bem futebol, mas que faz sapatos capazes de ganhar troféus de ouro todos os anos, disso não há dúvida nenhuma. Com mais de setenta anos de história, é uma das maiores marcas de sapatos de luxo para homem a nível mundial, e está presente em mercados como o japonês, francês ou norte-americano. É caso para dizer, de São João da Madeira para o mundo.

 

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Mudando do lado mais clássico para o informal, e diretamente de Guimarães, a Ambitious é a marca que tem apostado na inovação dos sapatos. Com um design irreverente e ambição de ir redesenhando o que sempre foi chamado de convencional, as sapatilhas (ou ténis, se viver ao sul) que faz são aquelas que vai querer usar quando for passear à ModaLisboa, Portugal Fashion ou, quem sabe, à Semana da Moda de Nova Iorque.

Ainda no lado informal, mas num estilo mais fácil de ser usado, temos a Nobrand. Criada em Felgueiras há 30 anos, desenha sapatos mais jovens, quase desportivos, sem esquecer a base artesanal onde tudo começa. 

Dizem as más línguas que nunca se está bem vestido estando mal calçado. Como estes exemplos, aposto que nunca correrá esse risco.

 

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