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Like A Man

03
Mar17

Os homens estão a ser atacados!


Filipe Gil

timelessaccessories9.jpg

É verdade! Nunca antes em tempo algum os homens e a sua masculinidade foram atacados. Os homens vivem tempos sombrios na sociedade ocidental. E temos de refletir sobre isso.

 

A conversa que tivemos há cerca de uma semana com o Luís Pedro Nunes fez-nos pensar. Fez-me pensar. Somos, aqui no LiAM defensores do masculinismo – e não do machismo. Mas ao mesmo tempo que defendemos o papel do homem na sociedade, diferente do da mulher, vemos todos os dias chegarem à comunicação social declarações absurdas a ofender mulheres e a colocar os homens decentes em causa. A colocar o nosso masculinismo em causa!

 

Primeiro foi a mais terrível anedota que se tornou real: a eleição de Donald Trump. E que trouxe à ribalta um discurso machista que se pensava esquecido e que reduz a condição da mulher a um bonito troféu a ser usado – e abusado.

Donald Trump on women

Mas que também nos coloca, nós homens, como seres mentecaptos apenas habilitados a ter conversas de taberna – ou de balneário como bem o Luís Pedro Nunes lhes chamou.

 

Depois lemos o que o marialva fadista, ou vice-versa, João Braga indicou sobre os óscares fanfarrando algo absurdo sobre negros e gays.

E mais recentemente, nesta Europa menos tolerante do que pode parecer (veja-se o que se passa na Holanda com Geert Wilders quase a chegar ao poder), temos um eurodeputado polaco, Janusz Korwin-Mikke a afimar que as mulheres devem ganhar menos que os homens porque “são fracas, pequenas e menos inteligentes”!!!

 

Janusz Korwin-Mikke

 (foto retirada do jornal Público)

 

Temos de contradizer estes loucos que aqui e acolá querem colocar o homem de volta à Idade das trevas e arrastar as mulheres com eles. Dando azo, com isso, a um discurso feminista exacerbado que também deve ser contrariado. Como? Com atitudes masculinistas, e não machistas.

 

Ser masculinista é também defender os direitos das mulheres. Não é ajudá-las em casas, mas sim partilhar com elas as tarefas. Não é tomar conta dos filhos, é educá-los em conjunto – sendo divorciados ou não.

 

Defender o masculinismo é lutar por não ter vergonha de ser homem. De poder gostar de cerveja e de bola, por exemplo. É ficar em casa com as crianças quando a mulher ou companheira vai beber um copo com as amigas. É ir beber um copo sozinho com os amigos.

É não ter receio de se ser distraído, "básico", simples. E sobretudo é ter muito respeito pela mulher, tratando-a com igualdade, e respeitando as diferenças. É fácil? Não! Há questões geracionais que nos são, aos homens, confortáveis? Sim há. Mas temos de lutar para contrariar essas ideias absurdas que trazem a desigualdade de género. Só assim podemos ser bons companheiros, bons pais, homens decentes.

Ser masculinista é ser-se forte, mas sensível. É dar um murro na mesa, ou na cara de um espertalhão quando necessário. É nunca, mas nunca, levantar a mão para o sexo oposto.

É no dia-a-dia que temos de mostrar que estes três exemplos que dei acima estão errados, muito errados. Gostamos de ser homens. Respeitamos as mulheres e não nos vão reduzir a uma forma simplista e confortável que alguns homens andam para aí a apregoar.

 

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