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Like A Man

O restaurante onde é obrigatório ir!

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Há restaurantes que nos fazem felizes. Muito. Pela experiência que nos é dada, não só a nível de sabores mas de serviço e de decoração. Pode até estar a chover “cães e gatos” lá fora - como foi o caso nessa noite - , mas lá dentro o mundo transforma-se, para bom. E saímos de lá a querer dizer aos quatro ventos o quão boa foi a experiência. É isto que vamos fazer, sem filtros!

 

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Escrevo sobre a Espumantaria do Petisco, ali para os lados do Castelo de São Jorge (Lisboa) mesmo ao pé do Mercado do Chão do Loureiro. A curiosidade com os espumantes é muito, muito recente. Desde que andei a fazer turismo pela zona da Bairrada e deitei por terra o mito de que espumantes só em dias de aniversário, passagens de ano e celebrações de campeonatos de futebol. E se essa curiosidade cresceu, tive aqui o momento ideal para perceber esta nova “paixão”.

 

Antes de ir, li um pouco sobre o local e a curiosidade aumentou ao saber que o chef responsável pela Espumantaria, o chef Vitor Hugo  já passou pelo 100 Maneiras e Eleven e hoje em dia está no Peixola, na Espumantaria do Cais e neste local que visitamos.

 

Em primeiro lugar, há que dizê-lo fomos muito bem recebidos por Filipe Teixeira, gerente do restaurante que nos colocou à vontade sem a simpatia forçada tão em voga em alguns dos restaurantes de moda.

 

O ambiente é muito agradável. O espaço não é grande, mas com uma decoração bem pensada e uma luz ténue o suficiente para percebemos bem o que comemos, mas que deixa que os nossos sentidos se foquem na comida e na bebida.

 

Depois os pratos começaram a chegar. Sempre acompanhados pela simpatia e informação na ponta da língua da Priscila Cruz, emprega de mesa que nos fez sentir em casa, informados e mimados. Sem exageros, com um profissionalismo exemplar. O engagment com a Espumantaria estava feito. Será que a comida conseguiria completar este início tão bom?

 

Começámos com uma sopa de ervilhas com ovo escalfado. Saborosa. Uma pena ter chegado à mesa muito quente o que não permitiu ao palato explorar o sabor como deve ser. Foi o único ponto menos positivo da noite. Mas o acompanhamento do Espumante Bruto Natural Rosé fez-nos esquecer tudo isso.

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Passamos para um petisco. E, senhores e senhoras, que petisco! Escabeche de coderniz com mousse de cherovia! O role de inúmeras repetições audíveis entre os comensais de que estava divinal começou: Brutal, que sabor. Único. Fantástico. Repetido várias vezes. E sorrimos porque ainda estavámos a começar.

 

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A seguir uma dupla surpresa: um espumante tinto - que confesso que nem sabia que existia - a acompanhar um Tártaro de novilho com maionese de rábano e mostarda. Aqui fiquei apreensivo. Nunca na minha vida tinha gostado de bife tártaro. Nunca, até aquele momento. Mas há mais. Sim, ainda havia mais.

 

Logo de seguida, um arroz de garoupa com camarões, acompanhado com flores comestíveis. Muito, muito bom. Se lá forem, não hesitem, este é o prato a pedir desde que acompanhem com o melhor espumante que já bebi: o Espumante da Casa, desenvolvido em parceria com a Quinta do Ferro. É seco, mas não muito. Vende-se a copo (2,5€) ou à garrafa (12€). Uma ideia: se no verão forem passear pelas colinas e passarem lá à porta comprem uma destas garrafas e levem-nas convosco e vão beber no Castelo de São Jorge.

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A finalizar, e já completamente rendidos, vieram as sobremesas: uma mousse de chocolate com cheirinho – na muche, chef, na muche!, -  e ainda um leite creme - que nem consegui provar tal a relação de amor que estava a ter naquele momento com a mousse. Só faltou fumar um cigarro no final!

 

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Isto é um conselho de amigo: vão lá! Vão estes próximos dias, e repitam várias vezes no verão, nem que seja para ficar a beber um copo de espumante – servidos nos copos Marie Antoinette – na esplanada enquanto se pica um petisco e se vê o pôr do Sol lisboeta. Como sabem, os milhares de turistas que nos visitam não estão enganados!