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Like A Man

03
Abr17

Mulheres: o que andam vocês a fazer (e não deviam)?


João NC

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Todos nós – homens e mulheres – já passámos por isso. Quando solteiros, e no momento em que conhecemos alguém, é quase inevitável cairmos na tentação do "escrutínio picuinhas". As unhas, o cabelo, a forma como fala, como conduz, e até como caminha, são muitas vezes factores eliminatórios logo à partida. E não vale a pena fingirmos o discurso politicamente correcto que diz que isso dos “mínimos olímpicos” não existe nas relações, que é uma forma superficial de ver as coisas, porque todos sabemos que é assim que funcionamos. Seja por experiências passadas ou simplesmente porque somos “esquisitinhos”, há coisas que nos mexem com nervos ao ponto de acabarmos logo ali com algo que ainda mal começou, chutando para canto a pessoa que acabámos de conhecer.

 

 

São aquelas pequenas coisas que nos arrepiam os pêlos da nuca e que fazem disparar todos os alarmes dentro de nós, afastando-nos daquela pessoa com a “certeza” de que estamos a evitar começar algo que não ia acabar bem.

 

Sempre interessados nestas matérias das relações humanas, aqui no LiAM fomos tentar saber que coisas são essas que o mundo conhece como “deal breakers” e que, no universo masculino, nos fazem pisar a fundo no travão, mesmo quando temos luz verde do outro lado. Sim, não são só elas que embirram com alguns dos nossos comportamentos. Nós também somos homens para termos uma outra embirração. Aqui ficam elas.

 

  1. Erros ortográficos.

Na era do iMessage, do WhatsApp, do Messenger, do Facebook e até do Instagram, a comunicação escrita voltou a ter uma importância que se calhar já tinha perdido. E mais do que escrever rápido, importa escrever bem. Ao nível do conteúdo, mas também da forma. Não que estejamos à procura da próxima Sophia de Mello Breyner, atenção. Claro que não faria mal, mas já seria bom que não cometesse erros próprios de quem passou uma parte da instrução primária distraída com o voo das borboletas lá fora. Erros como “janta-mos”, “fizes-te”, “voçês”, “á” com acento agudo quando devia ser grave ou quando devia “há”, são facadas linguísticas numa possível relação que morre ali, pela boca. Ou, neste caso, pela ponta dos dedos.

 

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  1. Quando ela fala e escreve como um adolescente

Podia fazer do ponto anterior, mas não. É uma categoria à parte. Por cada mulher com mais de 30 anos que utilize de forma recorrente as expressões “lol”, “top”, “jokinhas” e “axo”, há uma professora primária dos anos 80 que falece com um ataque cardíaco fulminante. Por amor de Deus parem com isso.

 

  1. Nariz empinado

Vais jantar com alguém a quem achas piada. É uma mulher interessante, tem um sorriso bonito e veste-se bem. Chegam ao restaurante e à primeira visita do empregado/a à mesa, começam os sinais de indelicadeza, sempre com exigências patetas ou – pior – um trato prepotente. Embirra com os talheres, com a temperatura da sala, do vinho e do bife. Faz uma cena porque o pão não veio a tempo e má cara porque as azeitonas não são as que ela gosta, enfim. Ficas logo com vontade pedir a conta, certo? Pois, não és o único.

E o mesmo será válido para toda e qualquer interacção do mesmo estilo com outro tipo de staff que a dita senhora possa considerar “inferior”. A célebre frase “nas costas dos outros vejo as minhas” pode encaixar aqui muito bem, já que não faltará muito até que comecemos nós a ser tratados como uns “paus mandados”. Isto se deixarem a coisa evoluir, claro, algo que desaconselhamos vivamente. Mulheres com personalidade: sim, senhor. Princesas de nariz empinado: não, obrigado.

 

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  1. Sempre lig@da

Esta é elementar. Uma mulher que vai jantar connosco e não é capaz de estar 10 minutos sem olhar para o telefone ou, pior ainda, responder a chamadas e/ou mensagens, é bem capaz de não ser a mulher da nossa vida. Não que sejamos umas “flores de estufa” incapazes de lidar com isso, atenção. Simplesmente não queremos. Ponto.

Um pouco de exclusividade é altamente recomendável, sobretudo num primeiro encontro. E é válida para os dois lados, obviamente. Por isso, senhoras e senhores, já sabem: telemóveis na carteira ou no bolso, de preferência sem som. Quem sabe não está ali o homem ou a mulher das vossas vidas? E mundo pode, certamente, esperar pelo fim do jantar.

 

  1. Paga e não bufes.

Vamos lá esclarecer uma coisa: somos homens modernos, mas não deixámos de ser cavalheiros. Abrimos a porta a uma senhora, deixamo-la passar primeiro, caminhar do lado de dentro do passeio, pomos-lhe o o nosso próprio casaco por cima dos ombros se ela estiver com frio, vamos buscá-la e levá-la a casa, e tudo o mais que vem nos livros. Se o primeiro encontro incluir jantar, somos homens para pagar, com toda a naturalidade do mundo. Então, qual é (mesmo) o problema? Ora bem, o problema está quando a senhora acha que toda e qualquer despesa das saídas a dois deve ficar por conta do homem. Jantar, cinema, copos, cafés, táxi (ou Uber/Cabify), etc. Não nos interpretem mal, nós até podemos pagar tudo isto e até mais, só não gostamos é de perceber que do outro lado não há sequer uma tentativa (genuína, acrescente-se) de pagar uma ou outra coisa. Afinal, se os tempos estão a mudar, a mudança deverá ser em todos os sentidos, e o tempo de um homem se sentir diminuído quando é a mulher que paga a conta do restaurante já lá vai.

 

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  1. Sentido de humor: not found.

Sem termos acesso a grandes estudos, diríamos que 90% das mulheres referem o sentido de humor como uma das qualidades que mais apreciam num homem. Pois, adivinhem lá... Nós também gostamos de uma mulher com sentido de humor. Capacidade de rir das coisas simples, e até delas próprias, é uma característica que muitas vezes as mulheres não têm. Porque estão muito ocupadas a serem mulheres – que, como se sabe, dá uma trabalheira –, porque não lhes é inato, ou por se levarem demasiado a sério, a verdade é que é quase sempre o homem o “palhacinho” da relação (sim, este facto pode ter algum tipo de relação com a imaturidade).

Daí apreciarmos tanto quando nos “calha” uma mulher de sentido de humor apurado, por vezes sarcástico, outras simplesmente pateta. Se tiver a capacidade de nos desarmar em situações inusitadas, tanto melhor.

 

  1. A gargalhada

Vamos ser sinceros, ninguém vai deixar (será?) de gostar de outra pessoa por causa da gargalhada, mas fica a nossa opinião: uma mulher que tem uma boa gargalhada – bonita e sincera – terá sempre um lugar especial no nosso coração.

Se, por outro lado, a sua gargalhada nos faz lembrar os filmes da Lassie, temos problemas. Sobretudo porque não vamos querer ser superficiais ao ponto de decidir o futuro de uma relação por causa de uma questão aparentemente tão pouco importante, mas fica a pergunta: será que conseguimos estar com alguém cuja gargalhada nos mexe com os nervos? É uma questão pertinente que nos faz lembrar o episódio do Seinfeld em que ele se via no mesmo tipo de dilema, mas com uma potencial namorada com mãos de homem. São os dilema da vida moderna, diríamos.

 

 

 

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