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Like A Man

23
Nov16

Ir à bola.


LiAM

bolaEm semana de Liga dos Campeões, parece-nos apropriado escrever sobre futebol. Não, ainda não é desta que vamos entrar no sempre perigoso universo da “clubite”, até porque aqui no LiAM somos dois a torcer por clubes diferentes. A seu tempo abordaremos essa questão, com todo o cuidado para não terminarmos com cadeiras pelo ar e a inevitável (nestas circunstâncias) intervenção policial.Queremos, isso sim, falar-vos dessa actividade já centenária e sempre especial no universo masculino a que comummente chamamos “ir à bola”.Ir à bola é especial, não vale a pena esconder. Qualquer homem que se preze - mesmo os (dois ou três) que não gostam de futebol - sabe que ir à bola não é uma coisa que se faça de ânimo leve, como ir ao cinema ou às compras. Vai-se ao estádio para ver a bola, claro, mas também para comungar de um tempo e de um espaço com outros homens (e cada vez mais mulheres), numa lógica de irmandade como não existirá noutra actividade social. Ali não há religiões, credos, raças ou partidos políticos. Ali há gajos que estão a ver a bola juntos e (só) querem que a sua equipa ganhe. Naqueles 90 minutos isso não é apenas a coisa mais importante do mundo, como é a única coisa que importa no mundo inteiro. E não, não estou a exagerar. Reparem: em que outra actividade na vossa vida admitem acabar a abraçar um tipo que não conhecem de lado algum? (se, ainda que por uma fracção de segundos, pensaram na sauna do ginásio, estão com um problema e é melhor irem ver isso.)O futebol sim, tem isto. Aproxima as pessoas e faz com que toda e cada uma daquelas 50 mil almas que estão dentro do estádio seja um amigo em potência. Repito: não estou a exagerar. Há malta que foi à tropa e não sofreu tanto como nós todos (juntos) naquela eliminatória das competições europeias da época 2001/2002 (não vale a pena irem pesquisar porque inventei a data)!A verdade é esta, meus senhores: ir à bola faz de nós uns homens. Não no sentido sexista do termo, até porque é óptimo que cada vez mais mulheres marquem presença nos estádios, mas antes numa lógica contrária. Se um homem era (atenção ao tempo verbal) conhecido por ser um brutamontes desligado das suas emoções e com uma óbvia incapacidade de mostrar afecto, o futebol sempre nos revelou o contrário. As emoções fazem parte do jogo e afecto é coisa que não falta nas bancadas, principalmente no momento dos golos. E o homem de hoje é muito isso. É alguém conectado com as suas emoções e sem receio de as mostrar ao mundo. Infelizmente, ainda precisamos de um certo prolongamento nestas coisas (dada a inexperiência, talvez). É que, com o apito final, acabamos por voltar à vidinha de sempre, selando com um aperto de mão a relação que momentos antes envolvia abraços.Somos uns duros, é o que é. 

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