Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Like A Man

07
Mar17

Homens que brincam com Barbies


João NC

jorgecorrula.jpeg

Amanhã celebra-se o Dia da Mulher e sendo este um espaço de homens para homens, não podíamos deixar de dedicar umas palavras à relação que estabelecemos com o sexo oposto, neste caso desde que nascem e, inevitavelmente, tomam de assalto as nossas vidas, começando, claro, pelos nossos corações. E mesmo não sendo pai, faz todo o sentido que seja eu a escrever sobre a paternidade, neste caso associada ao universo das meninas. O LiAM é assim mesmo, desconcertante.

 

Para ser justo, deixo a nota para que não leiam isto como uma verdade absoluta – obviamente – mas como a opinião de alguém que, aos 41 anos, não só já conviveu de perto com uma boa dose de mulheres, como, num contexto mais geral, já percebeu aquilo que será elementar, mas que alguns adultos parecem muitas vezes esquecer: a coisa mais importante da vida de uma criança é sentir-se amada. Ponto. Seja o que for que venha a acontecer-lhe na vida, uma criança - depois adulto - deve sentir que tem em casa, e nos seus pais (ou no seu núcleo familiar mais próximo), um porto de abrigo para chorar, para rir, para desabafar ou até para desabar, se for esse o caso. Não sentindo isso, qualquer outro (bom ou mau) que lhe possa parecer remotamente interessado nos seus sentimentos, irá servir para isso mesmo. Daí vermos tanta gente a entregar-se às pessoas erradas, que acabam por explorar as suas fraquezas, os seus sentimentos e por vezes até o seu corpo. São pessoas que infelizmente crescem fracas por falta dessa base sólida que só o amor familiar, sobretudo numa fase tão importante como a infância, pode ajudar a construir. Um amor que não tem necessariamente que lhes chegar dos pais biológicos. Por vicissitudes várias, pode vir dos avós, dos tios ou até de completos estranhos que vestem a pele de “pais” ou, se quisermos, de referências adultas, fundamentais para quem está ainda a formar-se como pessoa.

 

É sabido, no caso da meninas, que a relação com o pai tem um brilho um pouco mais especial. Porque são as meninas do papá, porque este é a primeira grande figura masculina que terão na sua vida (e por isso decisiva, digo eu), e porque nós, homens, temos dificuldade em dizer que não a uma mulher. Se já somos assim com as filhas dos outros, imagino o que será com um ser que seguramos no colo enquanto bebé, e vemos crescer para tornar-se na menina dos nossos olhos. Queremos dizer-lhes que são lindas, especiais, para sempre princesas. E devemos fazê-lo. Todos os dias, se possível. Mas sempre com o cuidado necessário para que saibam que o mundo está cada vez mais feito para as princesas que também sabem ser guerreiras. Que o seu papel será sempre esse, de saber equilibrar a fragilidade e graça de uma menina, com a força e garra de uma Mulher, pronta para conquistar as suas próprias vitórias, sem esperar que lhe dêem as coisas de mão beijada.

 

E é tão importante o papel dos pais no processo de construção da auto-confiança dos seus filhos... Sei que escrevo sem conhecimento (próprio) de causa, mas vejo-o a toda a hora. Homens e mulheres sem auto-estima, com problemas de afirmação e até de lidarem com o sexo oposto - umas vezes por excesso, outras por defeito - e porquê? Por falta da tal base sólida, de um amor incondicional feito de apoio em todas as horas, de palavras encorajadoras nos momentos certos e de uma fé inabalável nas suas capacidades.

 

Terá sido isto, mas também todo o lado lúdico da relação pais-filhas que levou a Mattel a lançar a campanha #PaisquebrincamcomBarbie, numa lógica de lançar um olhar sobre este papel tão importante que os pais têm no desenvolvimento social, intelectual e emocional das suas filhas.

 

Uva.jpeg

 

Num estudo realizado em parceria com a OnePoll, e na sequência da nova campanha da famosa boneca dedicada às referências masculinas lá de casa, cerca de 500 pais portugueses com filhas cujas idades são inferiores a 18 anos participaram no estudo e revelaram as 20 coisas que aprenderam ao educar meninas. Entre algumas respostas mais esperadas, surgem algumas surpresas, e uma certeza: a importância de romper com os estereótipos. Sim, as meninas também gostam de se sujar na terra, de jogar futebol e de subir às árvores.

 

virgul.jpeg

 

Fiquem com a lista das 20 coisas que os pais de meninas já têm obrigação de dominar em pleno século XXI e lembrem-se da importância do equilíbrio. Disciplina e amor andam de mãos dadas nesta coisa da educação. Um ralhete nunca fez mal a ninguém (muito pelo contrário), mas a ausência de palavras encorajadoras e elogiosas pode ter resultados indesejáveis para as vossas princesas guerreiras.

 

20 coisas que os pais de meninas vão saber:

  1. Como dar o mimo perfeito;
  2. Como a fazer sentir-se especial;
  3. O que é uma pirueta;
  4. Como brincar com bonecas;
  5. Como dançar com ela nos seus pés;
  6. Como tornar tudo melhor;
  7. As raparigas também jogam futebol;
  8. As meninas também gostam de se sujar;
  9. Como dançar;
  10. Que objectos da casa fazem um bom microfone popstar;
  11. Purpurinas espalham-se por todo o lado;
  12. Quão importante é coordenar as cores da roupa;
  13. Como fazer tranças;
  14. Como atar sapatos de ballet;
  15. Como fazer a roda;
  16. Como parar um pesadelo;
  17. Como andar de patins;
  18. As meninas querem aprender a construir esconderijos e subir às árvores;
  19. Como fazer pinturas faciais;
  20. Como tirar pastilha elástica de cabelos compridos.


 

 

Instagram Like A Man!

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.