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Like A Man

Like A Man

Afinal, o que se passa na festa mais badalada do ano?

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Estamos a falar da Revenge of the 90’s. Se nunca ouviram falar é porque andam muito desatentos. Mesmo muito. Na passada sexta-feira, o LiAM esteve no Centro de Congressos de Lisboa a ver ao vivo e a cores (na sua maioria fluorescentes) o que se passa na longa noite da Revenge, neste caso num evento ainda mais especial, já que se celebrou o primeiro aniversário destas festas que andam na boca de tudo o mundo. Foi o Circo Noventeiro.

E se na primeira festa foram 800 as almas presentes, na passada sexta foram 8 mil, segundo a organização. Estava muita gente – aliás, quem se ligou essa noite às redes sociais deve ter-se sentido como a única pessoa em Lisboa a não ir à festa.

Mas o que têm as Revenge de tão especial? Dizemos o que achamos nas linhas seguintes:

 

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Primeiro aviso aos homens: o ratio da assistência ronda as 15 mulheres para cada homem. Isto não é machismo, é apenas um aviso à navegação para solteiros e divorciados que aguentem uma noite aos saltos ao som da Daniela Mercury e daquela canção que não era mesmo necessário relembrar: “Ó Mila, Mil e Uma Noite de Amor com Você…”.

 

Se se aguentam, já sabem, vão buscar os vossos lenços com cornucópias (usem-nos de forma a não ficaram muito ridículos) e embarquem na viagem.

 

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E a festa é isso mesmo, uma viagem. Uma viagem pelos sons e visuais dos anos 90. Um pouco como aqueles jantares de amigos que passam a noite no Spotify e no You Tube a recordar os sons da juventude. Mas em bom.


Sim, porque o Circo está muito bem montado, e a festa é rija. Longa, mas rija. Dos efeitos cenográficos à panóplia de adereços. Para o qual o público contribui indo, na sua maioria, fardado “à anos 90” – o que quer que isso seja.

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E o guião está bem montado, há que dizê-lo. Ora vejam:

 

Depois de uma breve introdução chega a dupla Anjos. Os dois irmãos iguais a si próprios, a falar sempre um pouco mais do que o necessário, mostram ao mesmo tempo como se envelhece bem…e mal – é só escolher qual o mano que se aguenta melhor com o passar dos anos. Mais do que as músicas, interessou recordar onde estávamos quando se ouvia: “Eu quero voltar….”. E algumas das pessoas do público estariam, literalmente, na barriga das suas mães.

 

Seguiu-se o Virgul a cantar a música do vídeoclipe onde a Lenka (sim, a do Preço Certo) era tratada por Nina. E se a voz do Carlão é a voz do Carlão e jinga do Virgul é a jinga do Virgul, infelizmente a Lenka já não é propriamente a mesma…

 

A seguir, palco para os Despe & Siga, seguidos de uma viagem pela música portuguesa e brasileira (com as tais "Milas" e Danielas Mercurys) que nos devia fazer corar de vergonha. Mas a verdade é que acaba por ser divertido, num contexto como este. Mesmo quando pensamos que na altura a SIC nos dava programas como o "Ai os Homens" e o "Big Show SIC. Sim, os Excesso faziam parte deste pacote. Mas vá, não há motivos para sentir vergonha alheia. Até porque estivemos todos nesse barco!

A certa altura parecia que os organizadores estavam a divertir-se mais que a audiência. E com todo o direito! Montar e ganhar dinheiro com aquilo é (quase) de génio. Respect!

 

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Confesso que a partir de uma certa hora – já deviam ser perto das 4 da manhã – é que se começou a notar a diferença entre homens e putos! Estes últimos sempre a saltar e nós, os homens, a começarmos a sentir as inevitáveis dores nas costas. Tratei disso com umas belas cervejas. Sobretudo porque queria acalmar para o que vinha a seguir: Ana Malhoa!

 

Tardou mas veio. E toda turbinada, como seria de esperar. Embora não seja apreciador do género - e não estou a falar da música - se tivesse nascido nos States, a Ana Malhoa seria uma rival da Jennifer Lopez e faria frente à Aguillera. “La Maquina Latina” cantou três músicas com o carisma que lhe reconhecemos e zarpou dali para fora. Eu, satisfeito, olhei para ampulheta, perdão, para o relógio que já dizia 5 e picos da manhã lá apanhei um Uber e fui para casa. Satisfeito e sem energia para ver/ouvir os Santa Maria.

 

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Resumindo, é uma festa que faz sentido ir uma vez na vida, pelo menos. É divertida, está muito bem montada e todo o secretismo do local onde se realiza apimenta a relação com os interessados. Se forem solteiros devem repetir a dose, até porque é uma festa montada mais para o público feminino – na minha opinião.


 Mais uma vez, tiro o meu chapéu aos organizadores. Eu faria o mesmo!

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