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Like A Man

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LiAM em viagem: paragem #2 - Siem Reap (Cambodja)

https://www.youtube.com/watch?v=ky2dxg9RN_kE se o post de hoje fosse em vídeo? Não sendo tanto uma questão de preguiça, como refiro em jeito de brincadeira no vídeo,  é sobretudo uma questão prática. Não adoro escrever no iPad e ainda menos no smartphone, e uma vez que passo tanto tempo a percorrer a pé as ruas da cidade, parece-me apropriado fazê-lo assim. Deixo-vos as minhas impressões sobre Siem Reap, bem como algumas dicas e fotos. Espero que gostem e, sobretudo, que possam ser úteis.

https://www.youtube.com/watch?v=Lv56r3WDqFg&t=151s

Duas perspectivas do centro da cidade, com os seus cafés, bares e muito comércio:

Já nos templos, a forma como a natureza tem sobreposto a sua força às construções humanas, impressiona:

No pôr do sol, há duas certezas: a paisagem incrível; e o "outro lado", com a multidão a procurar o melhor spot para a fotografia.

A simpatia dos locais, essa, não tem idade.

Quer saber mais sobre cerveja artesanal?

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É uma tendência de consumo que nos últimos dois anos se tem tornado um caso sério em Portugal. Não só pelo número de marcas que têm surgido mas, sobretudo, porque estão a mudar a percepção dos portugueses tem relação à cerveja, não só no conhecimento da bebida mas também nos vários momentos em que pode ser bebido. Quer ficar a conhecer mais este fenómeno, basta ler as linhas seguintes:

 

A primavera vem aí!

pumaclydeyellow_likeamanPor esta altura do ano as marcas de roupa e sportswear começam a apresentar as novas coleções para a primavera/verão. Como é o caso da Puma sobretudo nas novas cores dos modelos de sapatilhas Clyde e Suede - que são uma grande tendência para a próxima estação. Basta ver os sites de moda internacionais.E como somos da opinião que um homem com estilo deve estar a par das últimas tendências, sobretudo no que respeita a ténis, revelamos algumas das novas cores destes modelos que em breve vão estar nas lojas. O que acham?[gallery ids="2507,2502,2508,2509,2501,2505" type="rectangular"] 

A vida é demasiado curta para coisas feias

piaggiomedley1_liamÉ isso mesmo. A nossa vida é demasiado curta para estarmos rodeados de coisas feias. Muitas delas podem ser muito práticas e racionais, mas coisas sem emoção não prestam - pelo menos para mim. No que respeita a motas, sobretudo nas scooters passa-se isso, temos as nipónicas que têm uma grande fiabilidade e temos as italianas, igualmente boas mas que apostam muito mais no design. Ora sou daqueles que prefere uma coisa bonita, com estilo e boa, a uma coisa muito prática, brutalmente estóica e feia.E embora nunca tenha experimentado um scooter nipónica (das várias marcas presentes no mercado) quando paro ao lado delas num semáforo, ou a estacionar, vejo que estou a conduzir uma mota mais bonita e com mais estilo. E penso mesmo que apesar da questão pratica de andar de mota, que é ir do ponto A ao B em segurança, fazê-lo numa coisa bonita é diferente. Dá-me mais prazer. Tenho esta "coisa" por motos italianas que as japonesas não me despertam (mesmo em cilindradas superiores).piaggiomedley2_liamIsto tudo para vos contar que, depois do João ter andado várias semanas com a Piaggio Medley coube-me a mim andar e testar a scooter de 125 cc da Piaggio.E faz hoje precisamente três semanas que a fui buscar ao stand da marca em Alcântara, Lisboa. Com apenas 1 quilómetro! Um verdadeiro privilégio!Ora, se de motas ainda não tenho muita experiência, tenho conduzido scooters diariamente desde setembro. E já conduzi cinco motas diferentes, desde uma Vespa Primavera, à SYM Fiddle III, outra SYM, a Jet 4 (veículo de substituição que a HM Motos me facultou) ou a Piaggio de três rodas, a MP3.Agora diariamente com a Medley posso comparar com as anteriores experiências. A diferença está sobretudo na qualidade. Nota-se que a Medley tem mais qualidade que as motas asiáticas (sobretudo chinesas) que conduzi. Sou suspeito: gosto de motas italianas, como já escrevi e quem me conhece bem sabe o quanto suspiro por uma Moto Guzzi. Um dia, um dia...Ainda hoje (quinta-feira), a chover e bem em Lisboa fiz-me à estrada com esta mota. E com toda a precaução necessária fiz os meus percursos sem problemas. (conduzir mais devagar, estar ainda mais atento à envolvência, dar mais distância do que o normal para o veículo da frente, olhar para estrada para evitar os malditos aquaplannings, etc.). O facto desta mota estar equipada com um vidro à frente faz toda a diferença. A marca emprestou-nos ainda uma daquelas mantas para proteger do frio. E embora seja necessário alguma atenção para não nos atrapalharmos quando colocamos o pé no chão, sabe mesmo bem. Apesar de aqui, com a tal manta, o estilo ficar um pedaço de lado. Mas é a prova que se pode andar de mota todos os dias, mesmo quando chove muito.piaggiomedley3_liamEstou a gostar mesmo da experiência. A scooter é um pedaço alta (pelo menos para mim), e tenho que me chegar um pouco à frente no banco para ter os pés bem assentes no chão, mas quando em andamento, a posição de condução é muito cómoda, com um aconchego do resto do banco para o pendura - que está a um nível mais alto.As rodas altas são excelentes para o "fantástico" piso de Lisboa (cheio de buracos, carris e óleo espalhado). Mas há algo que me dá um grande prazer nesta 125 cc: o barulho do motor.  Sobretudo quando o ligo. Muito a lembrar o das Vespas. Será que têm o mesmo motor?Pontos negativos? Há sempre, encontrar a mota perfeita é como andar atrás do Santo Graal, mas para uma 125cc, e pela experiência que tenho tido até ao momento, só posso dizer bem (e não, não me estão a pagar para tal). Acho esta Medley uma seria concorrente à Honda PCX 125. E não é só uma questão de estilo...Em breve eu e o João publicaremos a review final, com todos os pontos deste modelo da Piaggio.

LiAM em viagem. Paragem #1 - Kuala Lumpur

Se leram o post Quem é o LiAM, nomeadamente a parte da nossa bio em que, muito sucintamente, resumo a minha bucket list a "viajar", facilmente perceberão o meu mood para este ano (e porque não todos os outros que se seguem?). Se pudesse ser pago para viajar, provavelmente seria o que faria. Como isso ainda não é uma profissão, vou-me dedicando a acrescentar carimbos no passaporte à minha conta, e bem mais lentamente do que gostaria.Mas para este início de ano decidi inovar.Já vos falei da questão de viajar sozinho, o que recomendo vivamente que façam pelo menos uma vez na vida, e agora faço outra sugestão: viajar apenas com meio plano definido à partida. Já há muito tempo que me deixei de viagens pré-formatadas em que alguém decide por mim o que vou ou não ver. Compro o voo para o destino e depois de algumas pesquisas e consultas com amigos que já visitaram o destino em questão acabo por decidir a rota a seguir e marcar os hotéis e demais voos, caso existam. Fiz assim das duas outras vezes que estive no sudeste Asiático. Desta vez, porém, decidi partir de Lisboa apenas com o bilhete de avião no bolso e as duas primeiras noites marcadas. O restante (meio) plano seria passar três semanas algures entre Malásia, Camboja e Vietname, com alguns sítios de passagem "obrigatória".Ainda assim, uma necessidade logística obrigou-me a planear um pouco mais à frente do que desejava. Alertado pela necessidade de pedir o visto para o Vietname online com alguma antecedência, tive de escolher as datas (aproximadas) em que ia visitar, ou pelo menos entrar, no país. Este é, de resto, um ponto importante nesta coisa de viajar sozinho. É muito útil, mais ainda do que quando se viaja acompanhado, recolher toda a informação que possamos sobre os destinos que queremos conhecer. Dicas como esta ajudam-nos a poupar algumas chatices no local. E como vamos estar sozinhos, quanto menos chatices para resolver, melhor. Assim fiz, planeando (lá teve de ser) a maior fatia da viagem para o Vietname, onde gostava de visitar locais como Hanoi, Hoi An e Ho Chi Min (a antiga Saigão), pelo menos. Veremos se o irei ou não fazer.Para já, a primeira paragem é Kuala Lumpur. Para quem nunca viajou para estas bandas, refira-se que haverá dois grandes aeroportos para onde se viaja a partir da Europa (e não só, mas é que interessa para o caso), e de onde é, depois, muito fácil (e quase sempre barato) viajar para outros destinos apetecíveis. São eles o aeroporto de Singapura e o de Kuala Lumpur, dois grandes hubs com pontes aéreas para quase todo o lado. Bangkok também pode entrar neste campeonato, sobretudo se um dos destinos a explorar for a Tailândia. No meu caso, depois de já ter visitado a Tailândia duas vezes, uma delas incluindo Singapura, optei por Kuala Lumpur, que ainda não conhecia. As duas noites reservadas são aqui mesmo. Uma dica de uma amiga apontou-me o Lantern Hotel, em plena China Town, como uma boa opção (leia-se: barata sem comprometer a qualidade), o que veio a confirmar-se em absoluto. Excelente localização e condições muito simpáticas para o preço (vinte e poucos euros/noite com pequeno-almoço). Diria até que se trata de uma espécie de design hotel em versão low cost. Convém apenas referir que apesar da boa localização, não é fácil dar com ele, sobretudo se chegarmos a China Town já com o aparato das bancas todo montado, já que se torna difícil ver para cima das mesmas. Mas quem tem boca vai a Roma e apesar de algumas dificuldades com o inglês dos interlocutores, lá consegui chegar. Uma dica para o trajecto aeroporto-cidade: quando viajo sozinho (ou a dois), e sempre que é possível, fujo de tudo o que é táxis e shuttles. Se houver boas alternativas nos transportes públicos, é essa a minha escolha. E assim foi aqui. Optei pelo comboio que liga o aeroporto à cidade - muito competente -, fazendo depois a ligação com outro comboio, uma espécie de metro de superfície. No total, gastei aproximadamente 12€ no trajecto, bem menos do que gastaria de táxi.Já instalado, e já de noite, resolvi fazer-me literalmente à estrada para começar a visitar três ou quatro coisas que gostava de ver na cidade. A primeira paragem só podia ser uma visita às imponentes Petronas Twin Towers. Fiz o caminho todo a pé (segundo o meu telemóvel nesse dia/noite fiz mais de 10km a pé) e aproveitei para ir sentindo a cidade. À chuva. Sim, entretanto chovia. Uma vez nas imediações das gémeas, há todo o espectáculo das torres em si, impressionantes em toda a sua dimensão, e o dos turistas, apostado em tirar fotografias em todos os ângulos possíveis. Giro.Para jantar segui mais uma recomendação prévia: Jalan Alor. Não é um restaurante, mas uma rua cheia de pontos de venda de comida local. É só escolher o que agrada mais à vista e ao estômago e sentar. Recomendo vivamente.Para o dia seguinte, ficaram mais duas visitas que queria fazer, a primeira às Batu Caves, localizadas fora da cidade, mas nada que uma viagem de meia hora de comboio não resolva; e a segunda para beber um copo num local improvável: um antigo heliporto no topo de um prédio, num bar convenientemente chamado de Helibar. Fui para o pôr-do-sol e valeu muito a pena. Apesar de ter gasto tanto numa cerveja quanto no almoço desse dia, foi uma forma de assistir à muito interessante mistura de culturas que existem nesta cidade (para além da vista incrível, claro). Entre turistas, expatriados e os clientes locais, percebe-se que Kuala Lumpur é ponto de encontro de várias nacionalidades, o que lhe dá uma personalidade própria e muito cosmopolita. Para mim foi duplamente interessante já que acabei a partilhar mesa com três malaios, com quem tive a oportunidade de conversar e perceber um pouco melhor como funciona o seu dia a dia por aqui, para além de ficar a saber qual a opinião deles sobre as mulheres ocidentais, claro. Conversa de homens não é conversa de homens se não se falar sobre miúdas. Seja em que parte do mundo estejamos.O dia não terminou sem um jantar em mais uma das recomendações que trazia de Portugal: Old China Café, um restaurante localizado perto de China Town, bem antigo e muito simpático. É uma espécie de Martinho da Arcada cá do sítio. Gostei do espaço, da comida e do staff.Para o dia seguinte estava agendada a partida para Siem Reap (Camboja), num voo comprado durante o pequeno-almoço do segundo dia (abençoada App SkyScanner). Mas sobre isso falo-vos num próximo post.

Começar a usar cremes?

clarinsmen_liamNunca fui fã de usar cremes. Ponto. No corpo é mesmo para esquecer, somente na praia e só porque é mesmo necessário. No rosto uso. Tudo começou há uns 10 anos quando fui viver para a Holanda. Lá o frio é mais intenso e senti necessidade de começar a usar cremes diariamente para proteger a pele do frio -  com "agradáveis" máximas de 7 graus durante os meses de Inverno.Em adolescente tive a sorte de não sofrer muito de acne e usei um par de vezes o Clerasil mais porque a publicidade na TV era entusiasmante para um adolescente que queria conquistar “miúdas” do que pelas quase inexistentes borbulhas. Depois disso, só mesmo o frio holandês e a minha teimosia de andar de bicicleta quer fizesse sol, vento, chuva ou neve me levaram a colocar “coisas” na cara.Mas o hábito foi ficando. E desde aí usei uns cremes da L’Oreal, daqueles mais baratos à venda nas grandes superfícies e há uns anos comecei a usar da marca Vichy, com o qual me dei muito bem.Mas, confesso, o uso de cosmética era apenas o de um creme hidratante e energizante para tirar aquele ar cansado de ter que acordar várias vezes à noite quando se cuida de filhos pequenos.Recentemente e por causa do LiAM a Clarins Men enviou-nos um pack para usarmos. Embora agradecido, torci o nariz à quantidade de coisas. Relembro o que penso sobre isto dos homens usarem cremes.clarinsmen1_liamComecei a pôr de lado o creme para antes de barbear. Não faço a barba! Cuido dela de maior tamanho ou mais aparada, mas não corto. Já não me vejo com a cara “despida” há uns dois anos. Depois fui pedir conselhos à mulher cá de casa para saber para que serviam determinadas designações - e aqui podem ver o quão leigo sou nesta matéria -, e assim percebi que:O Nettoyant Visage é, segundo a Clarins Men "um gel de espuma sem sabão anticalcário que elimina tudo o que torna a pele baça. A sua frescura desperta e estimula".O Sérum Défatigant Yeux , é também de acordo com a marca de Paris uma "solução energizante para acabar com os primeiros sinais visíveis de envelhecimento do contorno dos olhos. Graças às suas ações antipapos,antiolheiras e alisadora, o seu olhar fica mais fresco e mais jovem" - aqui uma dica cá de casa: tenho colocado este creme no frigorífico para um ação mais efetiva.O Anti-Rides Fermeté, é um regenerante que "restitui a juventude do resto", ainda de acordo com a Clarins "reduz rugas e rídulas, firma a pele e diminui oexcesso de volume na zona inferior do rosto".A Clarins Men ainda nos enviou o Huie de Rasage que é o tal produto para aplicar antes do creme de barbear. Mas, tal como já escrevi , não o uso porque não me vejo de cara sem barba nos próximos tempo.E assim desde há duas semanas tenho usados os cremes que mencionei.E então? O que está diferente? Para além de demorar um pouco mais na casa-de-banho de manhã, sinto que a pele está com melhor aspeto, menos baça e mais viva. O que é interessante para quem anda de mota todos os dias e insiste em usar capacete aberto.Contudo, acho que ainda não é tempo suficiente para fazer uma “review” do produto e para perceber a sua potencialidade (ou não) desta parafenália de cremes (pelo menos para mim). Mas por estes dias voltarei, eu ou o João, ao tema. Uma coisa é certa e posso desde já indicar, cheira muito bem!

A "Bandida" vai andar à solta na Mercado de Santa Clara

screen-shot-2017-01-17-at-16-23-50Na próxima quinta-feira, dia 26 de janeiro, vai decorrer a Feira da Bandida, no Mercado de Santa Clara em Lisboa. E vocês perguntam, e bem, o que é a Feira da Bandida? Ora, vai decorrer naquele espaço, a partir das 18h até às 19h30m várias ações da nova cidra Bandida do Pomar - aquela com um raposa no logotipo. Para além disso, Diogo Faro e Guilheme Geirinhas irão oferecer alguns dos seus objetos pessoais.Além disso haverá uma série de atuações surpresa de bandas trazida pelo Sofar Sounds e ainda um DJ para fechar a noite. E agora perguntam: o que é o Sofar Sounds?

Estamos aqui para explicar. É de homem partilhar conhecimento. O Sofar Sounds é um coletivo britânico que se dedica a promover concertos intimistas com artistas emergentes. Estas feiras, com um ambiente de alguma balbúrdia e desarrumação, a Feira da Bandida vai recriar a envolvência típica das feiras e mercados de Brick à Brack.Vai ser um evento que promete. Com um espírito muito próprio, mas se não puderem ir, a Feira da Bandida irá realizar-se três vezes por mês, duas em Lisboa e uma no Porto, serão promovidos concertos gratuitos à semelhança do que é feito lá fora: apenas 24h00 antes é revelado o local e quem foi autorizado a entrar e só no evento são conhecidos os artistas. Cool!Nós, como somos "gajos" porreiros, aconselhamos a clicarem aqui e a inscreverem-se. Vemo-nos por lá?

Conversa de homens: Conheçam os Motorcycleboys

mcyceboy8_liamSabiam que há um Hostel para apaixonados das motas às portas de Lisboa? Mas que não é sou um Hostel mas também uma loja que vende produtos para o segmento Café Racer? E que organiza passeios de mota e aluga motos clássica (Triumph, Honda, etc)? E que ainda tem um oficina para reparações mas, sobretudo, para costumizar motos? Sim, existe é em Algés e é um espaço muito cool. Estivemos à conversa com os responsáveis: Frederico Arouca, João “Pirata” e José Valdeira. Partilhamos convosco!

LiAM: Qual é o conceito do Motorcycleboy?Frederico: O Motorcycleboy nasceu e cresceu de uma forma semi orgânica, sem ter sido muito pensado. No fundo refletimos sobre o que necessita uma pessoa que gosta de andar de mota. E quando falo de andar de moto é neste segmento, chamado das Café Racers, a que nos dedicamos. Então criamos uma loja com marcas que nós usamos, aliás, não vendemos nada na loja que não usamos, por isso podemos recomendar tudo com conhecimento de causa. Depois pensamos que poderíamos ter um local onde amigos que viessem de fora pudessem ficar. O espaço por cima da loja ficou vago e lançámos o Hostel. E depois pensámos, se vêem de longe e não trazem moto? Então colocamos motos para alugar. E montamos também a oficina para começar a transformar motos. E depois começamos a organizar passeios de mota. Foi uma ideia atrás da outra.LiAM: Em quanto tempo abriram esses serviços?Fred: Quando abrimos foi tudo quase de seguida. Montar o hostel é relativamente simples, ainda pensamos abrir um bar à séria, mas não resultou. Temos apenas um bar de apoio a quem vai à oficina ou à loja. Estamos em Algés e é um local que tem pouco interesse na área dos bares e restauração. Mas em termos de oficinas é muito interessante, estamos numa excelente zona. Desde que abrimos que começaram a aparecer muita gente com motas antigas para arranjar ou transformar.mcyceboy5_liamLiAM: As Café Racer são um segmento que está a crescer?Frederico: Sim, sem dúvida. E vemos isso pelas vendas das Mash. Toda a gente que compra uma Mash ao fim de seis meses está a customizar a mota, e depois passado outros tantos meses quer comprar outra mota. A Mash é uma porta de entrada para este mundo. Se vermos o número de Mash que vendem dá para perceber o crescimento deste segmento Em meados de 2016 quando os centros de inspeção começaram a falar das regras das inspeções, muita gente começou a ficar reticente. Mas não é verdade. Tudo o que saiu foi feito pela Controlauto…LiAM: É, portanto, um mito?Frederico: O que vai haver e há em toda a Europa são inspeções às motas a partir de 2020, dito isto ninguém sabe quais são os moldes das inspeções.João "Pirata": Penso que as inspeções terão mais a ver com os termos de segurança, piscas, travões, suspensão. Se é tirar um carnagem ou um farol? Penso que não será por aí. Contudo, havia uma indústria nos carros, com o tunning, que de um momento para o outro desapareceu…Frederico: A diferença que há para o tunning é que nas motas que os principais impulsionadores são as marcas. A Triumph lança uma mota e tem um catálogo com 500 peças, a Moto Guzzi lança uma moto e lança também uma série de acessórios para a mota. Mas claro, vivemos em Portugal e por vezes sentimos na pele a falta de bom senso quando algumas ideias se transformam em leis. A ficha de homologação da moto diz tudo o que a mota deve ter. Será que meter um pisca diferente irá ser tido em conta? Desde que seja homologado qual a diferença?LiAM: Como é que vocês se conheceram?José Valdeira: Eu e o João viemos ver motos aqui, porque eu decidi que queria voltar a ter uma mota. Não havia nenhuma mota já montada e voltei no dia a seguir, e no dia a seguir também, até que fiquei (risos). Tive necessidade de preencher a minha vida com algo que gostasse. E o João veio a reboque.João “Pirata”: …todos nós temos outros trabalhos para além disto…Frederico: …é a vantagem, todos nós temos algo que nos dê dinheiro porque este mercado não dá dinheiro. Eventualmente um dia isto pode funcionar e ser um negócio. Isto é um nicho de um nicho. Em Portugal até as motos são um nicho.LiAM: Mas o mercado tem crescido, pelo menos 10% em 2016 em relação ao ano anterior…Frederico: Sim, sobretudo o número de motos tem crescido. Mas é ainda muito pouco. Mas nós não somos o motociclista utilitário, não estamos a competir com as lojas de utilitários. As pessoas que entram nas motas pelas 125cc, são pessoas que tem o carro e já não têm paciência para andar de carro e compram mota. Um dia passam das 125cc para outras e vêm cá parar à nossa loja.LiAM: Explica-nos, um pouco melhor, o que é este vosso segmento? Café Racers, Clássicas? Como o definem?Frederico: Normalmente as pessoas chamam Café Racers, o que é errado, pois é um sub estilo dentro do estilo. Nós aqui fazemos mais Scramblers do que Café Racers. Aliás, não nos podemos esquecer onde vivemos, a maioria das nossas estradas não nos permite andar de Café Racer. Ou seja, aqui as coisas são feitas à nossa imagem, andar numa mota clássica atualizada minimamente confortável. Falo contra mim, tenho uma Harley Davidson mas não tenho suspensão atrás, é muito dura e se passo num buraco é terrível mas eu gosto! Respondendo à pergunta, o que as pessoas querem é andar numa mota costumizada, seja Café Racer, Scrambler, Clássica, o que lhe quiserem chamar. A ideia é chegar aqui e dizer que não quer andar uma mota igual às outras. Temos um amigo que comprou um Moto Guzzi V7 e não gosta da traseira e alterou-a nos piscas. Este é um dos exemplos. Antes as motas existiam como afirmação de estilo de vida, hoje em dia isso é treta. Hoje em dia quem tem “Harleys” são os tipos que andam de fato durante a semana e que depois se afirmam através daquilo que possuem e a mota permite isso, porque os carros são todos iguais: cinzentos ou pretos.LiAM: É este “movimento” cresce de norte a sul do país?Frederico: Cresce em todo o país. Mas o norte tem uma cultura automobilista muito forte. Depois a cultura do design também é do Norte. E o dinheiro está no norte. Os Tone Up e a It Rock Bites são do Norte. No Porto tens 50 pessoas que fazem cromados, em Lisboa tens um. Os North Siders todas as semanas reunem entre 20 a 150 pessoas a andar de mota. A vida cá em Lisboa é diferente. Mas a taxa de crescimento é igual no norte que no sul, a base é que é diferente.LiAM: Acham que é uma moda? Ou veio para ficar?José Valdeira: A barba é uma moda ou veio para ficar?Frederico: Muita gente entrou por moda e muita gente vai sair para a próxima moda, mas vai haver uma parte grande que vai ficar. À medida que as pessoas vão ficando mais velhas, mais lhes agrada este estilo.LiAM: Que conselhos dão a quem ter uma mota? E quem quiser entrar no vosso nicho e que se calhar até já tem uma scooter moderna e quer mudar?Frederico: O clássico seria comprar uma 125cc, uma Mash ou algo do género, e depois ir crescendo até chegar a uma cilindrada confortável, que para mim é mais de 500cc. Quanto mais força tiveres no motor mais facilmente sais de todo os azares que podes ter de mota. Se andas numa 125cc destas de motor estranguladas a maioria anda sempre a fundo. Se andas numa 750 ou uma 600 e se alguém vem para cima de ti, aceleras e consegues fugir. Uma mota não é andar sempre a fundo mas sim ter motor para quando tiver que fugir poder fazê-lo.LiAM: E há mulheres neste segmento?Frederico: Sim, há muitas mulheres. Nós apoiamos um motoclube de mulheres, as Litas. Que é um grupo internacional e agora abriu uma representação em Portugal. Costumam reunir-se aqui no Motorcycleboy e temos um corner de t-shirts de senhora. Em termos de taxa de crescimento é aquilo que vai crescer. As motas são um mundo de homens, mas está a mudar.E como veem a marca Motorcycleboy evoluir?Desenvolvemos a parte de merchadising sempre em parceria com designers portugueses. E este ano vamos apresentar cerca de cinco motas, o que vai consolidar a nossa marca no mercado. Vamos a feiras internacionais como o Wheels & Waves. E a ideia não é irmos como espetadores mas como participantes. Queremos juntar mais gente de Portugal para estarmos lá a mostrar motas e a vender produtos. O fato de termos o Hostel diferencia-nos como marca.Pensam abrir O Motorcycleboy em outros locais?Frederico: Gostava. O que vai funcionar no futuro são os serviços: os passeios de mota, a oficina e o hostel. Os capacetes, as t-shirts funcionam mais com catalisadores para as pessosa virem cá e nos conhecerem. Mas sim, gostava de ter um hostel com oficina no Porto. É um conceito que funciona em todo o lado. Aliás, há uns tempos fui a Milão à loja da Deus que tem um café e uma loja, e aquilo é lifestyle e nós somos também lifestyle. É como no surf.LiAm: Há muita gente a procurar passeios de motas?Frederico: Há, mas ainda não tivemos tempo para promover a coisa como deve de ser. Mas as pessoas procuram e são muito diferentes a tipologia de pessoas que nos procura.E, em média, quanto custa costumizar uma mota?Frederico: Não vale a pena pensar que se faz alguma coisa por menos de mil euros. Depois, mais do que isso não há limite. Pintar um depósito numa pintura simples nunca é menos que 150 euros. Meter pneus são uns 200 euros. Mudar um guiador pode ser cerca 100 euros, mais mão de obra. É fazer as contas.E já vos deram carta branca para mudar a mota?Frederico: Não. As pessoas tem uma ideia do que querem.João “Pirata”: Muitas vezes as fotos que se veem de motas transformadas são motas de exposição e que não andam. Porque não têm cabos, nem baterias. As pessoas às vezes não têm noção disso.Frederico: Ainda não temos nome para poder fazer isso. Em Portugal não há muita gente que pode fazer isso.

Cliquem e dêem uma vista de olhos na galeria de imagens da loja Motorcycleboy:

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A última fronteira dos solteiros.

O que têm a praia, o cinema e as viagens em comum? Para além de serem óptimos programas para fazermos nas férias, têm em comum o facto de serem actividades que normalmente fazemos em grupo ou a dois, com um/a amigo/a. Quem está numa relação pode fazê-lo com os seus respectivos, mas não é sobre eles esta crónica. Sendo eu solteiro, posso falar com alguma propriedade, sobretudo depois de inúmeras conversas com outros amigos e amigas solteiros em que, invariavelmente, o tema vem à baila. E aí percebe-se uma clara relutância em fazer uma destas (senão todas) actividades desprovido de companhia. Sozinhos, portanto. A par de um almoço ou jantar sem qualquer companhia, diria que estes serão os grandes bastiões a ultrapassar em termos de desconforto perante os outros por parte desta enorme comunidade dos SA (solteiros anónimos).

Em pleno século XXI não deixa de ser surpreendente que exista tanta gente incomodada por estar nessa "condição", ao ponto de deixar fazer uma série de coisas apenas porque não tem companhia naquele momento. Vamos deixar de parte as pessoas que deixam de fazer estas coisas porque não têm qualquer prazer em fazê-las sozinhas. Ok, isso eu percebo. Se não gostam, não fazem. Falemos então das muitas outras que, mesmo querendo fazê-lo, não o fazem em resultado de um certo estigma social, ou vergonha sobre o que os outros vão pensar. Ou, pior ainda, porque têm receio do que eles próprios vão pensar. Sim, estamos muito pouco habituados a estar sozinhos. Em silêncio connosco mesmo, sem os estímulos de uma conversa, da música do rádio ou do som de fundo da televisão. Muitas vezes, mesmo sem pensarmos muito sobre isso, fugimos ao silêncio, evitamos a "solidão" de estarmos na melhor companhia de todas: nós próprios. Em consequência disso, acabamos por nos preocupar demasiado com o que os outros pensam, deixando de fazer o que nos dá prazer. Mas, pensem comigo, que mal tem irmos ao cinema sozinhos, se o propósito até é estarmos numa sala escura em silêncio? Está tudo na nossa cabeça, admitamos. A praia é outro "campeonato", reconheço. Se for verão, estará com muita gente e há sempre quem se preocupe demais com a opinião do outros. Who cares? Neste caso particular, a única (e eterna) questão é "quem é que me vai passar protector solar nas costas?". Se as mulheres têm uma certa desenvoltura (elasticidade é o termo) nesta prática, para nós, homens, é um pouco mais difícil. O que, para os mais tímidos, que não têm lata para a pedir ajuda à miúda gira que está mesmo ali ao lado, acaba por resultar num indesejável escaldão. Mas adiante.Falemos do Santo Graal desta questão: as viagens a solo. Escreve-vos alguém que já passou por isso. Eu, relutante, me confesso. Não foi fácil tomar a decisão de embarcar na primeira viagem sozinho. Ajudou o facto de ir ter com um amigo que vivia por perto do destino final, ainda que a sua companhia fosse apenas por uns dias das duas semanas da viagem. Não ajudou tanto o facto de ter sido uma viagem para o Sudeste Asiático. E daí talvez tenha ajudado. Na lógica "viagem curta vs viagem longa", se calhar é preferível dar um mergulho para "fora de pé", já que evita a tentação de regressar mais cedo se se arrependerem (coisa que nunca me aconteceu), sendo por isso um verdadeiro teste à vossa resistência de SA. Se nunca o fizeram, recomendo. Aprende-se um pouco mais sobre o destino, já que estamos mais atentos, e muito mais sobre nós próprios, pela abertura a que nos obrigamos e pela capacidade que desenvolvemos para nos especializarmos nessa actividade tão tipicamente portuguesa: o desenrascanço. Sim, ficamos mais práticos e desenrascados, afinal não temos ninguém ali ao lado que tome as decisões por nós, que escolha o restaurante ou o que vamos fazer amanhã, que decida se vamos para a esquerda ou para a direita ou se levantamos dinheiro agora ou mais logo. Enfim, dependemos apenas e só de nós, o que é fantástico. E se há altura em que é mais fácil viajar sozinho, é agora. Com as novas tecnologias, sobretudo o smartphone, estamos sempre perto dos que ficam por cá, que podem acompanhar as nossas aventuras através das redes sociais, caso escolhamos partilhar alguma coisa, ou pelas mensagens instantâneas do WhatsApp, sempre disponível onde houver uma rede Wi-Fi.Dito isto, e porque estamos em janeiro, lanço-vos o desafio. Se nunca o fizeram, façam-no ainda este ano. Não esperem pelos amigos que não podem tirar férias na mesma altura que vocês, ou pela futura namorada que tarda em aparecer na vossa vida. E borrifem-se para o que os outros vão pensar. A vossa vida é isso mesmo, vossa para curtir, vossa para aproveitar. Dito (também) isto, aproveito para informar que vou ali à Ásia e já volto. Voltem vocês também para acompanharem os relatos e dicas que aqui vou deixar sobre a experiência. Até já, meus senhores!

A bem do seu estilo estas são 5 contas de Instagram que tem de seguir!

Além de um vício o Instagram pode ser uma terapia. Não acredita? A sério. Em primeiro lugar não precisamos de pensar muito para ver as fotos que nos aparecem na timeline, em segundo só perdemos tempo com aquilo que gostamos mesmo. Sejam as contas com fotos de carros clássicos ou a conta da Victoria's Secret (vá, podem carregar no link!).

Ao contrário do Facebook a relação dos utilizadores com esta rede social apesar de ser igualmente viciante é menos descomprometida. O engraçado é pensar que os criadores do Instagram pensaram numa app de fotografias para usar vários filtros e hoje até já tem chat.Mas mais do que isso, e talvez por isso, o Instagram é hoje uma rede social em crescimento e que não fossem pertença dos mesmos donos que o Facebook começaria a criar dores de cabeça a Zuckerberg & Cia. Cada vez cresce mais e cada vez é mais o local a estar.

 

 

 

 

 

Vamos comer à Bicicleta?

abicileta-0054Se convidarem alguém para ir almoçar ou jantar ao Novotel de Lisboa o normal será verem um nariz torcido. Seja familiar, a mulher ou um grupo de amigos ao indicar o nome do hotel que fica em Lisboa, na Avenida José Malhoa, o normal é que não percebam muito bem e vos perguntem: "Queres ir onde?".A não ser que já conheçam o novo restaurante desse mesmo hotel: "A Bicicleta". Um restaurante de (bons) petiscos e que aparentemente nada tem a ver com a ideia que temos de ter uma (boa) refeição no restaurante de hotel (ressalva: há excelentes restaurantes em hotéis de Lisboa, Porto ou Algarve). Sobretudo porque não é um restaurante de hotel é um restaurante. Ponto. Que está num hotel.abicileta-0012

Ora, tanto eu como o João já fomos a este novo restaurante por motivos diversos. O meu foi profissional. Falei com o responsável do Novotel Lisboa, tomei conhecimento da carta soube da ideia algo "out of the box" de um espaço daqueles num hotel. Como depois fui lá anónimo pude comprovar que o serviço é bom, mas às vezes um pouco atabalhoado, e a comida continuou boa. Assim, e como o LiAM gosta de vos dar bons conselhos, aconselhamos terem um almoço ou jantar neste A Bicicleta.A carta é constituída por vários pratos em filosofia de petisco. Provei a salada de tomate com mozzarela de Buffula, e o prato de bacalhau com guacamole muito bem confeccionado. Mas estas são apenas algumas das várias opções num que tanto é interessante para ir num almoço de trabalho, ou num jantar a ver o jogo de futebol do clube do coração com amigos, ou mesmo com a nossa cara metade. Conquistada ou por conquistar!O único senão neste restaurante é o ainda desfasamento do atendimento de alguns dos empregados. Um espaço descontraído como este, que faz gáudio das suas mesas grandes e sociais (uma tendência com décadas no norte da Europa e que finalmente chega ao nosso país), tem metade dos empregados a atenderem de acordo com o espaço, e outra metade ainda muito habituado a modos de hotelaria antiga, com modos e trejeitos desfasados para uma clientela mais desprendida de salamaleques e mais focada na qualidade. Ah, e falta também uma boa oferta de cerveja artesanal. Este espaço pede-o como ninguém.De resto, aconselho a irem lá provar os seus bons petiscos. Não é caro, mas não é barato. Um almoço sem sobremesa anda à volta dos 15 euros. O jantar é mais caro. Eat Like A Man!dsc_0075dsc_0024dsc_0037dsc_0020

Um nó na garganta (a relação de um homem com as gravatas).

gravataOntem fomos conhecer uma marca portuguesa de gravatas, a Comodoro, sobre a qual vos iremos falar um pouco melhor num outro post. Foi uma conversa muito interessante, durante a qual, mas sobretudo depois, dei por mim a pensar sobre a minha relação com as gravatas.Tendo feito toda a minha carreira profissional na indústria criativa nunca tive necessidade de usar gravata no dia a dia, pelo que acabei a mergulhar – de novo – no meu arquivo de memórias afectivas.

Se as miúdas são fascinadas com a maquilhagem, os vestidos e os saltos altos das mães, há duas coisas com as quais os rapazes têm um particular fascínio quando olham (idolatram, é o termo) para o pai (ou figura paternal, para sermos mais inclusivos): o acto de desfazer a barba e as gravatas. Podem haver outras, como os cigarros, charutos ou cachimbos, caso os pais sejam fumadores, ou os relógios, os carros e até as motas, se os pais forem apreciadores, mas estas duas são quase transversais a todos nós, homens de hoje e crianças de então.Todos queríamos desfazer a barba como os nossos pais, e quase todos eles fingiram que nos deixavam fazê-lo, primeiro colocando uma quantidade absurda de espuma na nossa cara e depois passando a “gillete” (sem lâmina ou com o lado cego da mesma, só para acharmos que estávamos de facto a fazer aquilo).E as gravatas eram aquele acessório que indiscutivelmente associávamos ao nosso pai e, claro, ao trabalho. À ausência diária que resultava num regresso ao final do dia para um abraço e a brincadeira possível. Havia muitas lá por casa e hoje, olhando para trás, percebo que é, de facto, um dos grandes símbolos da masculinidade. Não porque faça de nós mais ou menos homens, mas por essa relação sempre tão familiar entre o objecto e a dimensão masculina no universo familiar. Será, se quiserem, um laço afectivo que une gerações de homens e pode até passar de geração em geração. Aquele momento pai-filho em que o primeiro ensina o segundo a dar o nó na gravata, parecendo cena de filme, é bem real e deixa uma marca indelével na nossa memória afectiva. Aquele nó fica para sempre na nossa garganta e, com sorte, vamos partilhá-lo com os nossos filhos e eles com os seus filhos.Apesar de nunca as ter usado, guardo religiosamente duas ou três gravatas das muitas de que o meu pai se quis desfazer quando se reformou, numa lógica de libertação das obrigações laborais. São "apenas" gravatas, mas serão sempre uma recordação de um tempo que não volta e de uma memória que não me deixará nunca. Mais do que um símbolo de bom gosto, de status ou de afirmação, é esse o poder de uma gravata.comodoro1

Test ride Piaggio MP3 – Uma mota de três rodas.

mpa31“Que mariquinhas!”; “Isso é para meninas!” – foi isto que os meus amigos que têm moto me disseram quando os informei que andava a testar uma scooter de três rodas. É! Já tínhamos falado de preconceito, mas de facto ele existe neste tipo de motos. Por isso mesmo decidimos aceitar o desafio da Piaggio para testar o modelo MP3 que é líder de vendas em França. Gostamos de desafios!Há aqui uma ressalva a fazer: tenho uma scooter de 125 cc desde setembro e contam-se pelos dedos de uma mão o número de motas que já conduzi. Ainda não tenho carta de mota e as que posso conduzir na via pública com a carta de automóvel resumem-se a poucos modelos. E a MP3 é uma delas, apesar de ter uma cilindrada de 300cc - uma das razões do sucesso deste modelo em vários mercados.Por isso, foi uma dupla estreia: experimentar uma maxi scooter e experimentar o tal sistema das três rodas.mp3_3_liamLogo no início pensava que a mota se equilibrava por si. Errado! Aliás, coloquei-me em cima da mota “à campeão” e tombei para um dos lados, só não fui ao chão porque o João estava por perto e ajudou-me a levantar. A mota e o orgulho!De fato, é necessário equilíbrio para conduzir uma MP3. As três rodas funcionam “apenas” para uma maior estabilidade na condução. De resto conduz-se como uma mota, no caso uma maxi scooter. E este é logo um dos mitos que caem por terra no preconceito que muitos têm deste modelo. É uma mota e conduz-se como tal. Aliás, é preciso ter muita noção de equilíbrio sobretudo com a mota parada (mas já pormenorizo mais adiante). No espaço de uma semana tive vários sustos com a mota a tombar para um dos lado nos semáforos.99% devido à minha falta de experiência com motos e pura aselhice de estar habituado a motos mais leves. Esta mota, com o tal sistema das três rodas, tem um peso à frente superior a muitas motas e isso deve ter em conta.Durante uma semana conduzi a Piaggio MP3 em cidade e em auto-estrada. E é neste misto que achei uma mais-valia este tipo de moto. Em auto-estrada o conforto e o seu comportamento é fantástico, mesmo. E o facto de ser uma maxi scooter, grande, ganha "mais respeito" junto dos condutores de automóveis. O que é muito importante em auto-estrada. Mas nas ruas mais sinuosas, em que são necessárias manobras em espaços mais apertados, este modelo demonstra alguma dificuldade. Para estas ocasiões a perícia, experiência e força são fatores obrigatórios.Assim, penso ser uma proposta muito interessante para quem tem de usar a auto-estrada no dia-a-dia.mp3_4_liamPara quem nunca conduziu esta moto da Piaggio há algumas curiosidade: travão de mão (na foto acima); ABS; um travão de pé que funciona como opção ao travão do manipulo da esquerda; e uma mala muito generosa - o que faz alguma diferença para outras maxi scooters no mercado.E, convém repetir, ela não se aguenta sozinha, sem ajuda de equilíbrio. Contudo, há um botão que acciona um estabilizador para quando estamos parados. A mota fica exactamente na posição em que a estabilizamos. Ou seja, se a estabilizarem ligeiramente inclinada é assim que fica. Para desfazer a estabilidade basta carregar no mesmo botão ou começar a andar - se deixaram a mota torta convém ter isso em conta pois é assim que a marcha se vai iniciar. Ou seja, o pé no chão é sempre obrigatório. É uma mota, não é um triciclo.Em suma, é uma mota para pessoas que gostam de ter conforto (é mesmo muito confortável), para quem usa a auto-estrada com regularidade, para quem gosta de andar já a alguma velocidade (andar a 80 kms/h parece que vamos parados) e para quem não se quer preocupar com o estado do piso e os infernais carris (mais em Lisboa que no Porto) que tantos levam ao chão. Diria que é uma mota para homens com mais de 30 anos. Uma mota segura quando nos habituamos à questão do equilíbrio parada. O único senão é o preço que pode ir entre os 7.500 aos 10.000 e tal euros, dependendo das versões e dos extras.mp3_5_liamPrós:#O facto de poder ser conduzido por quem tem carta de condução de automóvel.#O conforto. Para uma cidade com carris e com piso mal amanhado como são algumas das grandes cidades portuguesas, a MP3 assenta como uma luva. Dá confiança e segurança.#Consumos: é uma 300cc mas os consumos são baixos e bons. Atenção, é uma 300cc e não uma 125cc!Contras:#Não sou grande adepto da estética da moto. Mas se calhar sou eu.#Velocidade no arranque. Achei que com 300 cc iria sentir um poder maior no motor no arranque. Mas não. Não desilude mas não é muito rápida a desenvolver, depois quando estamos em velocidade de cruzeiro é rápida.#O preço é algo elevado (entre 7500 a 10.00o)Avaliação (de 0 a 5):Consumo: 4Estética: 2,5Motor: 4Condução: 4Preço: 2Total (num máximo de 25): 16,5

​O que podemos aprender com os nossos cães?

Naquela lógica de “dog people” ou “cat people” sou, claramente, dos primeiros. Talvez por ter sido, durante grande parte da minha vida, alérgico aos felinos, nunca fui capaz de confiar a 100% num gato. Aquele olhar sempre difícil de decifrar, que tanto pode querer dizer que somos a pessoa mais importante do mundo como pode indiciar que vão esperar que adormeçamos no sofá para nos assassinar ali mesmo, sempre me fez alguma confusão.

Ainda assim, nos últimos anos tenho conseguido ultrapassar a questão e já me consigo divertir com os gatos de algumas amigas. Esta é, de resto, outra questão. Se o gato parece ser um animal de estimação que agrada mais ao universo feminino, o cão é mais democrático. É para o menino e para a menina. E aqui o menino gosta mesmo é de cães. Que seres deliciosamente patetas e divertidos são os cães! E felizes. Um cão equilibrado e bem cuidado não esconde - porque simplesmente não consegue - a sua felicidade. Ir à rua? Uma alegria! Cruzar-se com uma pessoa que nunca viram na vida? Uma festa! O dono a chegar a casa no final do dia? É o fim do mundo em lambidelas!

Se há seres que encarnam a definição de amor incondicional, são mesmo os cães. Reparem que o único propósito da vida de um cão é agradar o seu dono. Na sua essência, os cães são alegria no seu estado mais puro. Talvez por isso, dei por mim a pensar sobre tudo aquilo que podemos aprender com eles; o que podem os cães ensinar-nos sobre a vida, numa lógica de sermos - também nós - estupidamente felizes? Aqui ficam algumas:

 

1. Os cães só sabem viver no presente. E nesse presente tudo é espectacular. Os cheiros, as pessoas, a areia da praia, a relva do jardim, enfim, até a sua própria cauda serve para largos minutos de diversão. Os cães não vivem presos no passado nem preocupados com o amanhã. Para eles a vida é uma constante descoberta, e essa capacidade de nos encantarmos com as pequenas coisas do dia-a-dia é absolutamente maravilhosa. Sobretudo aquele exercício que eles tanto apreciam, de colocar a cabeça fora da janela do carro, de orelhas ao vento e língua de fora, como se quisessem provar o mundo. Já fizeram isso hoje?

 

2. Os cães não guardam rancor. Saber perdoar e seguir em frente sem ressentimentos é outras das características que podíamos importar do universo canino. Se agora nos zangamos com eles e lhes damos uma palmada mais forte, daqui a pouco já estão junto a nós como se nada fosse, sempre com aquele ar que nos faz sentir a pessoa mais importante do mundo. E somos. Para eles somos mesmo. Claro que isto nem sempre funciona bem para o lado dos cães, mas por culpa nossa. Quando têm o azar de ter um dono irresponsável e/ou abusivo, os cães mantêm este espírito para com alguém que claramente não merece. Mas é a sua natureza, e ainda bem. A (grande) maioria de nós agradece essa lealdade - outra das lições que podíamos aprendemos com eles.

 

3. Os cães são genuínos. Sempre. Gostando ou não de nós, um cão vai sempre mostrar-nos isso. Eles não “mentem” e, acima de tudo, não escondem as suas emoções. São o que são, sem filtros. E não têm receio de mostrar os seus sentimentos, mesmo quando isso passa por quererem “possuir” uma das nossas pernas. Precisávamos de ser mais assim, também. A parte da perna seria opcional, claro.

 

4. Os cães não descriminam. Um cão não quer saber se somos brancos, pretos, amarelos ou às bolinhas. Ele não quer saber se somos ricos, pobres ou se somos o Cristiano Ronaldo. Um cão vê-nos pela energia que emanamos e pelo carinho que lhes damos. E responde em igual medida. Reparem que se há uma hierarquia no mundo dos cães, é baseada na energia. Uma matilha junta-se quando estão todos dentro da mesma energia, e não porque um cão quer que o outro lhe arranje um emprego ou uma cadela para passar um bom bocado. E quando nos dão alguma coisa (e dão tanto), fazem-no sem esperar nada em troca. Esse altruísmo aliado à simplicidade e à justiça entre pares seria sempre algo bom de termos entre humanos.

 

5. Os cães confiam no seu instinto. Sendo um animal muito inteligente, um cão não pensa demais. Nem de menos. Na verdade ele não pensa – não da mesma forma que nós. Acima de tudo, ele sente e confia no instinto. Aprendamos isso com eles. Já a parte de andarem sempre a cheirar certas partes da anatomia do outros da sua espécie, podemos deixar no universo canino.

Homens: somos menos machos por usar cremes? Não, mas…

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Sim, para todo o assunto há sempre um “mas”. Ok, vamos por partes. Um homem quer-se moderno, a cuidar de si, saudável e limpo. Já lá vão os dias tenebrosos – talvez a Idade Média do sexo masculino – em que os homens se cuidavam pouco e, todas as manhãs, levavam o nariz às axilas para saber se o odor aguentava bem mais um dia de trabalho. Esses dias, para a grande maioria já passaram.Mas alguns de nós passaram dos 8 aos 80.

 

 

Perdidos e Achados em Série(s)

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Tenho uma confissão a fazer: sou um pouco impaciente. Não aprecio filas, não gosto de esperar e não tenho paciência para estar a “engonhar”. Isto aplicado ao trânsito resulta na opção pelas duas rodas, como já deixei claro por aqui, mas quando aplicado ao universo do “cinema” (no sentido mais lato) quer dizer que adoro uma boa história, mas há muito que deixei de ter paciência para séries de televisão. Isto porque gosto de histórias com princípio, meio e fim.E detesto quando o fim me começa a “fugir”, num arrastar da trama para uma segunda, terceira, quarta (e por aí fora) séries. Não vejo mal nenhum nas sequelas, atenção. Desde que terminem a história que estavam a contar, por mim tudo bem.

E o que tem acontecido não é bem isto. O que vemos é um "isco" atrás do outro, sempre a remeter o espectador para as temporadas seguintes, mesmo que para isso tenham que inventar twists rebuscados. Pode ser preconceito meu, atenção (nota-se muito que tinha isto aqui recalcado?), mas a culpa não é minha.

 

A verdade é que me “perderam” no Lost. Assisti (muito) empolgado à primeira série, num deslumbramento com algo que me pareceu realmente diferente. Infelizmente, a coisa deu uma curva para o lado errado. O lado do nunca-mais-isto-acaba-nem-o-pai-janta. Desisti, portanto. E desisti também das séries a partir dessa altura (mas tarde ainda espreitei um pouco do Heroes, mas percebi que padecia do mesmo mal).

 

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Foi, por isso, com um cepticismo (agradecido, ainda assim) que recebi a notícia de que o Netflix Portugal, qual velhinho de barbas brancas, gostava que o LiAM experimentasse o serviço e todas as funcionalidades, logo a partir de Natal. Sim, tenho amigos que subscrevem o serviço e até já me tinham falado dele, mas a minha experiência prévia (associada a alguma falta de tempo para ver televisão) resultou num entusiasmo bastante contido. Tão contido que duas semanas depois de ter o serviço ainda só tinha visto dois filmes e sinalizado para rever mais tarde uma preciosidade que procurava há muito sem sucesso: o magnífico "Suspeitos do Costume". E era isto. Felizmente no LiAM somos dois e uma destas noites, estava deitado no sofá a fazer zapping desinteressadamente quando, trocando umas mensagens com o Filipe, ele menciona a Black Mirror, uma série exclusiva da Netflix que eu “tinha mesmo de ver”. Como sou um tipo minimamente curioso (e obediente), fui espreitar, começando pelo primeiro episódio da 3ª série.

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Meus senhores... que ma-ra-vi-lha! Não vi apenas esse episódio (qualquer coisa de estupendo que recomendo vivamente), como “tive” ainda de ver também o seguinte. E só não vi mais de seguida porque era uma noite de semana e já ia longa. Fantástica produção, histórias melhores ainda (a lembrar a velhinha Twilight Zone) e, a cereja no topo do bolo, são episódios sem qualquer ligação entre eles. Ou seja, a história tem um princípio, um meio e um fim ali mesmo, naquele episódio. Podia lá eu pedir mais alguma coisa? Sim, por acaso podia. Queria mais tempo, para ver tudo num sopro. Como o tempo ainda não está disponível no on demand, conformei-me. Também está bem assim. É muito bom voltar a ter aquele entusiasmo de chegar ao fim do dia e querer ir para casa ver mais um episódio de uma série. Sim, queridas séries, é com alguma emoção que digo: “estão perdoadas”. Vemo-nos mais logo, no quentinho do sofá, para uma sessão pela noite dentro?

 

Resoluções para o novo ano!

jfAinda vamos na primeira semana do novo ano, por isso ainda é “oficialmente” permitido falarmos de resoluções para 2017. Não querendo tornar isto demasiado pessoal, lançámos o desafio um ao outro de aqui partilharmos os nossos objectivos para o ano que agora percorre os seus primeiros dias. Mas sim, vamos tornar isto bastante pessoal.Filipe:Começo por dizer que não vou incluir aqui aquilo que já me é intrínseco. A atenção e dedicação à família lá de casa e à família mais distante. Aos amigos, ao emprego e, claro está aqui ao blogue. Que em conjunto como o João queremos investir muito com conteúdos bons e diferenciadores. Estas é a minha lista:

  1. Tirar a carta de mota:Não tenho carta de mota e isso limita-me a conduzir e a testar alguns modelos de motos que gosto muito – sobretudo aqui para o blogue. A não ser umas voltas que dou em parques fechados, quando temos a sorte de receber um telefonema para testarmos uma mota, eu não posso conduzir. E assim fico cheio de “inveja” do João, que tem carta. Termino com uma pergunta: alguém sugere uma boa escola para tirar a carta de mota (na zona de Lisboa)?
  2. Ser mais organizado:É talvez das decisões mais importantes a tomar, pelo menos no meu caso. Escrever todas as reuniões que vou ter, despachar logo os assuntos mais chatos. Aproveitar a manhã para trabalhar mais concentrado. Cumprir prazos, não faltar a consultas médicas, por exemplo. E deixar o multitasking para as mulheres! Ser mais homenzinho neste campo. Com a organização podemos ter ganhos de tempo e de vida fantásticos. Espero conseguir.
  1. Praticar mais desporto:Os últimos dois anos foram madrastos para mim em matéria de desporto. Tive muitas lesões porque comecei a correr muito, mais do que devia. E coloquei objetivos parvos a mim próprio. Aprendi da pior forma, e passei muitos meses no “estaleiro”. Este ano quero ter uma abordagem diferente. Quero voltar a correr, e fazer as meias maratonas mais conhecidas, sem roubar tempo à família e sem objetivos parvos (nada de ultras maratonas). E quero fazer mais surf. Quero pegar no puto mais velho e levá-lo para o mar. E voltar ao ginásio. Não gosto mas faz falta.
  2. Dizer que “não” mais vezesTenho um defeito, que acho que é intrínseco a maioria dos portugueses: não saber dizer não! E isso às vezes causa-me problemas. Mas prometi a mim mesmo que, em 2017, vou dizer mais vezes que não. Que não, não consigo ir a todos os eventos profissionais, que não, não consigo entregar coisas com prazos malucos, que não, não devo ser interrompido em algumas tarefas importantes só porque quero ajudar.
  3. Ajudar mais!Confesso que não sou grande fã de auto promoções solidárias. Acho que o efeito de osmose para ajudar o próximo só é efetivamente conseguido por pessoas com fama: atores, empresários de sucesso, desportistas de renome e/ou músicos. Quando anónimos fazem gáudio de que ajudaram este ou aquele, que fizeram isto ou aquilo para ajudar uma causa fico sempre com uma dúvida se o estão a fazer para si próprios, e para terem reconhecimento, ou para a causa em si. Querem reconhecimento por ajudar?  Ora, posto isto decidi que este ano vou ajudar mais os outros. A forma como o vou fazer e quem vou ajudar guardo-a para mim - mas vou fazê-lo! Tento mas não consigo ficar indiferente a certas crises sociais que nos vão assolando. Não nos devemos alienar do que se passa à nossa volta, apesar de estarmos num local privilegiado do planeta. Pois não?

João:Tenho, desde logo, a vantagem de já ter visto as resoluções do Filipe. Partilho com ele a (muito) óbvia aposta no LIAM e não só. Quanto ao resto, prometo não copiar as resoluções dele. Talvez apenas uma, vá.1.    Viver mais o presenteFoi algo que aprendi muito recentemente sobre mim mesmo, e creio que será um “defeito” que partilho com muita gente com que me cruzo; vivemos demasiado preocupados com o futuro e/ou ainda presos no passado, e esquecemo-nos de viver o “aqui e o agora”. Estamos com os amigos a pensar no trabalho, no trabalho a pensar na namorada e com a namorada a pensar no... em nada. Com a namorada nunca estamos a pensar em nada! Apenas (e só) nela! A sério: quero mesmo melhorar esta coisa de viver apenas e só o presente. O resto logo se verá.2.    Melhorar a gestão do tempoEu, procrastinador moderado, me confesso: sempre tive uma ligeira tendência para a procrastinação. Se tenho um prazo de 15 dias para um trabalho e consigo fazê-lo apenas em dois, óbvio que vou fazê-lo nos últimos dois disponíveis. Errado! A única coisa que ganho com isso é uma camada de nervos completamente desnecessária naqueles últimos dias. Mas o trabalho sai muito bem feito, modéstia à parte! A rever, ainda assim.3.    Formação pessoal/profissionalSempre tive a preocupação de dedicar algum tempo e atenção à minha formação ao longo da vida adulta. Acho que o devemos a nós próprios. Nos últimos anos, por força de uma actividade profissional bastante mais intensa, descurei esse meu lado, que pretendo recuperar já este ano, com formação específica numa ou noutra área do meu interesse. Quais? Isso será assunto para futuros posts!4.    Copiar o ponto 4 do FilipeSim, também preciso de aprender a dizer “não” mais vezes. Gosto sempre de ajudar a resolver os problemas de toda a gente, seja pessoais ou profissionais, e por vezes esqueço-me dos meus próprios interesses. Resultado: vivo os meus problemas e os dos outros.5.    Dedicar mais tempo à famíliaNão me refiro à família já existente, e que me precede, mas à outra, que seria da minha responsabilidade. Ainda que a minha mãe já tenha perdido a esperança de me ver assentar e dar continuidade ao legado familiar, se calhar está na altura de o fazer. Não sendo algo da minha exclusiva responsabilidade, veremos o que 2017 irá trazer neste particular.6.    Ser mais (e mais) criançaCreio que não é surpresa para ninguém quando dizemos que nós, homens, somos sempre um pouco crianças. Mas a verdade é que, por força das obrigações profissionais, do stress, e da tal questão que refiro no ponto 1, acabamos por deixar de apreciar as coisas mais simples (e bonitas) da vida. Esquecemo-nos de brincar, de nos divertimos ao longo do caminho desta enorme “viagem”. Brinquemos mais, gargalhemos mais e preocupemo-nos menos, muito menos. É o que pretendo fazer este ano (e nos próximos).E é isto, meus senhores! Ficam as nossas intenções para 2017, esperando que já tenham também definido as vossas.A parte interessante destas coisas das resoluções, sobretudo as que ficam escritas num espaço tão público quanto um blogue, é que são muito fáceis de avaliar. Mantendo o espírito positivo que nos caracteriza, esperamos daqui a um ano voltar a este post e fazer "check" em todos os parâmetros.Até lá, continuem a seguir o LIAM!jf2

Dicas para gostar de música clássica!

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Sim, hoje escrevemos sobre  música clássica. Não, não sou um grande expert da matéria mas sei que é um estilo musical que me acompanha desde o final da minha adolescência e hoje não consigo viver sem tal. Seja porque me ajuda a escrever, a concentrar e a pensar.

Sou da opinião acho que qualquer homem deve conhecer pelo menos o mínimo de música clássica. É como ler alguns clássicos de literatura. Devemos fazê-lo! É de homem!Não só para passar esse conhecimento aos nossos filhos ou sobrinhos ou filhos de amigos, mas porque é uma herança cultural que devemos ter. E, aqui entre nós, homens, mostra que somos cultos e as mulheres gostam disso num homem – mesmo quando às vezes elas próprias não gostam de música clássica...


Para quem já gosta muito de música clássica o post pode acabar aqui. Provavelmente sabem mais do que nós, sobre este assunto. Se é um dos muitos outros que nunca escolhe este estilo de música para ouvir, venha daí.

 

 

 

6-1860-tivoli-radio-combo-system-cool_4Para quem já gosta muito de música clássica o post pode acabar aqui. Provavelmente sabem mais do que nós, sobre este assunto. Se é um dos muitos outros que nunca escolhe este estilo de música para ouvir, venha daí.1. Como aprender a gostar de música clássica?Fácil. Partilho a minha experiência: sempre adorei cinema. E tal como na música gosto de vários estilos no cinema sempre é a mesma coisa. Tanto combinava sessões de Star Wars ou outros filmes de ficção científica com o meu pai, como ia com amigos ver sessões estranhíssimas no cinema King. E nestas idas ficava sempre maravilhado com as bandas sonoras. Comprei várias, ainda em CD. A banda sonora do filme Drácula; a banda sonora do Carteiro de Pablo Neruda; banda sonora do Regresso de Jedi, do Dia da Independência, da Entrevista com Um Vampiro, etc… muitos mesmo. Ora, uma coisa leva a outra. A maior parte dessas bandas sonoras, são melodias com base naquilo que se fez há centenas de anos atrás. E isso aguçou a minha curiosidade e comecei a ir ouvir clássicos: Bach, Hendel, Mozart, Beethoven, etc. Quando dei por mim já tinha mais CD’s de música clássica do que de bandas sonoras de filmes.2. Começar pelo mais fácilEvitem compositores difíceis e mais contemporâneos (risquem John Cage, por enquanto) e apostem em compositores mais fáceis. Vão por mim: oiçam Bach, Bach e mais Johann Sebastian Bach. Que é sem dúvida dos melhores, senão o melhor! E também Johann Strauss, que é fácil de gostar com as suas valsas bem conhecidas. E depois oiçam as Cantatas de Bach, os concertos para cravo de Bach, oiçam e conheçam bem a vida deste alemão que morreu em 1750 na cidade de Leipzig. E ainda fazendo a ligação entre cinema e música clássica, o malogrado realizador Stanley Kubrick usava (quase) sempre música clássica nos seus filmes. Quem não se lembra das cenas pós-macacos do início do 2001: Odisseia do Espaço (a conhecida música de Johann Strauss), ou do tema do filme Barry Lyndon (Sarabande de Handel).3. Perca uma tarde em lojas de música (física ou virtual)É das melhores formas de conhecer coisas novas. Um par de horas a ouvir música clássica nas lojas de música pode ser essencial para melhorarmos o nosso conhecimento nesta área. Em algumas lojas os colaboradores têm bom conhecimento e são simpáticos q.b. para que lhe possa pedir conselhos. Não tenha medo de perguntar. Ninguém nasce ensinado. Se é mais tímido, descarregue o Spotify e oiça o que eles propõem em matéria de música clássica. E depois vá apontando o nome dos autores – esqueça o nome das músicas, a maioria parecem modelos de automóveis descontinuados.4. Vá a um concerto de música clássicaAntes era um grande acontecimento social. Hoje em dia menos, mas não perdeu a sua importância. É um dos eventos onde é bom ver e ser visto e ao mesmo tempo ganha-se cultura com isso. É uma questão de pesquisar em alguns locais porque há alguns concertos gratuitos e tudo o que não seja grandes produções tem preços bastante acessíveis.5. Alguns discos que devem ter e ouvir:Aqui é também uma escolha pessoal, mas que vos pode ajudar em algum caso a gostar um pouco mais de música clássica. Atenção, não sou expert no tema. Apenas gosto. Muito.Noturnos de Chopin, por Maria João Pires (piano):01The Goldberg Variations por Glenn Gold (piano):mi0001110454Erik Satie - Gnossienes gymnopédies:r-490659-1424262239-9920-jpegPara os homens que ainda estão a torcer o nariz, fiquem com esta ideia: Qual a música que o James Bond ouve? Shakira? Não, certamente!

Vamos falar de preconceito?

Não daquele preconceito absurdo e inaceitável que nos faz ostracizar outro só pela sua orientação sexual ou cor da pele, mas de um outro, apenas palerma, que nos faz dizer que não gostamos disto ou daquilo sem termos sequer experimentado. Será talvez um resquício daquela coisa de criança de dizer que não gostamos de favas, por exemplo, apenas porque têm um aspecto um pouco mais estranho. Acho que será justo dizer que todos passámos por isso, não?Não sendo um tipo de preconceito que magoa terceiros, como alguns outros, feitas as contas terá o mesmo resultado: se esses outros preconceitos nos podem tirar o privilégio de conhecer pessoas fantásticas, este tirar-nos-á a possibilidade de ter novas experiências, sem dúvida diferentes do que normalmente fazemos.Se repararmos, vemos isso a toda a hora, em todo o lado. Na gastronomia (não apenas com as favas, e nem sempre enquanto crianças), na literatura (“Estás a ler um livro desse autor? Que horror!”), na escolha do local onde vamos passar férias (há sempre alguém que acha que a “nossa” praia não presta), e por aí fora. E notem que não estamos a falar de gostos. Esses serão sempre uma liberdade de cada um. Uma liberdade que até podemos discutir, de preferência de forma saudável e sempre respeitando a opinião do outro. Aqui estamos a falar de um pré-conceito, uma ideia feita à partida sem termos experimentado ou avaliado aquilo de que estamos a falar.Um tipo de preconceito que existe muito no universo dos veículos motorizados. Seja em carros ou motas, parece-me evidente que todos temos o direito de ter as nossas preferências ou as nossas marcas “fetiche”. Há quem só compre Mercedes, outros toda a vida tiveram motas BMW, e por aí fora. São gostos. Ou manias, se preferirem. O que já não será tão normal é acharmos que todos os outros que preferem outra marca, ou até outro estilo de mota, por exemplo, são totós.img_1993Falo sobre isto a propósito de andar há uns dias com uma Piaggio MP3 emprestada pela marca que, para quem não sabe, é uma scooter de três rodas. Sim, tem uma roda a mais do que esperamos de uma mota mas não deixa de cumprir o propósito a que se destina: levar-nos do ponto A ao ponto B com a agilidade e desenvoltura que um automóvel não permite, para além de nos proporcionar a sempre desejável sensação de liberdade que só o vento a bater-nos no cara nos pode oferecer. E esse é um ponto. O contraponto é que a solidariedade que une motociclistas parece não ser extensível a quem conduz uma mota de três rodas. Não que tenha sentido isso na pele em algum episódio em particular, mas não há como não reparar no olhar paternalista e carregado de complacência de alguns motards, quase como dizendo: “ó rapazinho, o que é isso? E uma mota a sério, não?”.A verdade é que esta será sempre uma óptima solução para quem - por algum motivo - não se sente confortável em duas rodas e, sobretudo, para quem, não tendo carta de mota, pretende uma forma alternativa de se fazer transportar sem a limitação dos 125cc. Sim, é verdade, esta Piaggio MP3 tem um motor de 300cc e pode ser conduzida apenas com carta de ligeiros, o que representa uma enorme vantagem competitiva face a outras opções no mercado. E em Lisboa, com estradas de empedrado e com carris de eléctrico pelo meio, as duas rodas da frente são uma enorme vantagem para quem não é tão ágil na condução. Não é o meu caso, mas não é por isso que não lhe reconheço essa mais-valia. E não será, com certeza, por isso que vou olhar de lado, ou de cima para baixo, para alguém que conduz uma mota deste género. É a sua escolha, e desde logo com uma enorme vantagem: será menos um automóvel na estrada, não apenas a poluir, mas também - e sobretudo - a contribuir para os congestionamentos de trânsito. Para além do lado lúdico da coisa, claro. Conduzir uma mota pelas ruas da cidade, ainda que com três rodas, será sempre muito mais divertido do que conduzir um automóvel. Sem qualquer tipo de preconceito, claro. 

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